As portas do tempo -

    Thiago Trindade,Joaquim (espírito)

    Vida e Consciência
    2018
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9788593777042
    Português Brasileiro

    'A vaidade e a ambição levaram dois irmãos a tecerem uma rede de ódio que cresceu e os engoliu, fazendo esses homens digladiarem-se por séculos em ambos os planos da vida. Seus amores, no entanto, jamais desistiram deles e, com muita paciência, perseverança e muito amor, impediram que o ódio crescesse. E, uma vez estagnado o ódio, surgiu a oportunidade de o amor florescer.As portas do tempo é o relato de vida de dois espíritos que provaram ódio e amor ao longo de mais de cinco séculos e aprenderam a respeitar a si mesmos e ao próximo. Graças à sabedoria divina, eles receberam outras chances de acordo com suas capacidades, evoluíram um pouco separados para que, mais fortes, pudessem continuar a jornada do ponto onde haviam parado e venceram, descobrindo, por fim, que o amor cura as feridas e que os verdadeiros ensinamentos espirituais evitam novas dores.'

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    Guilherme Ramos23/11/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Perdão e redenção !!!

    As portas do tempo apresenta um romance bem elaborado com o passar dos milênios entre dois irmãos, Afonso e Nuno que se prenderam no tempo espaço pelo laços do ódio e desejo de vingança. Tudo se inicia no ano de 1418 na velha Portugal, na cidade do Porto da era das navegações. Afonso é o capitão do Santa Clara, embarcação da família responsável por transitar nos mares em batalhas comerciais e quando digo batalhas é porque nem sempre as negociações eram feitas na diplomacia. Afonso e seus marinheiros retornavam à casa após três anos que ficaram em Ceuta cidade do continente africano que foi conquistada pelo rei português João I junto com seu exército de vinte mil homens. Após a batalha de 1418 tendo os portugueses vencido os Mouros, Afonso queria apenas reencontrar seu filho João e sua amada esposa Catarina. Porém o destino não foi tão bom assim para Afonso, pois ao chegar a suas terras, recebeu a infeliz notícia de que seu pai Guilherme havia desencarnado em batalha nas terras de Castela e que Nuno seu irmão mais novo havia falsificado os documentos da família, passando a ser o único herdeiro direto das terras e naus da família Borges, inclusive do Santa Clara. Assim começa a saga que atravessa os milênios entre dois irmãos. Afonso jura vingança e passa a ser um quase eterno obsessor de Nuno, que além do irmão como inimigo ainda travará uma batalha contra seus próprios instintos e sentimentos de ambição descontrolados, o materialismo, a cobiça e a inveja. A estória chega ao fim no século XX especificamente nos anos 80, onde após idas e vindas dos irmãos onde através dos séculos encarnaram juntos e também separados puderam novamente se reencontrar pela última vez e tentar reparar os débitos do passado e abraçar de vez os ensinamentos do Cristo e as lições do evangelho e desligar de vez do sentimento de ódio que os acompanharam por toda a jornada, mesmo sendo amparados a todo instante pela espiritualidade maior. - ENSINAMENTOS: O livro nos mostra a importância do perdão e as oportunidades constantes que temos de evoluir. Afonso ficou preso nas teias do ódio e do rancor e do sentimento de vingança sem perceber que tudo na vida é realmente passageiro, as dificuldades, os problemas e até mesmo a matéria. Possuía naturalmente um espírito de liderança e de vencedor já que trazia em si um capitão por natureza, mas, foi derrotado por si mesmo quando permitiu se embrenhar por sentimentos tão destruidores. Nuno por sua vez já possuía desde sempre a tendência leviana, mas, que com o passar dos tempos ao aceitar seus defeitos, se propôs a melhorar cada vez mais, adiantando assim seu espírito a evolução mais rápido do que Afonso. As portas dos tempo existem para que possamos fechar os caminhos que não nos alimenta mais e abrir portas para caminhos onde possamos ser espíritos cada vez mais iluminados, bendita a lei da encarnação que nos permite atravessar por elas para conseguirmos encontrar aqueles a quem ofendemos e fizemos algum mal, bendita a lei da causa e feito que nos permite reparar nossos males e bendita a lei do amor que sempre é redentora e nos permite a simplesmente nos reencontrar com a essência divina dentro de nós, permitindo nos libertar de qualquer amarra do passado que não nos permita evoluir, perdoar e simplesmente amar uns aos outros como a nós mesmos. FRASES DESTACADAS: “Ninguém foge à lei! Ninguém colhe o que não plantou. Egoísmo, rancor, cobiça, são palavras que são sinônimos de ego, de vaidade, a grande chaga da humanidade.” “O amor cura feridas e os ensinamentos de Jesus nos fazem evitar novas chagas.” DESTAQUE: Diálogo entre Cândido (uma das encarnações de Nuno) e Amélia (Mãe de Nuno e Afonso, os irmãos da estória). Essa é uma resposta de Amélia à Nuno, quando este recebeu a informação que regressaria à carne num corpo feminino, o de Alice: “Para muitos, de coração mais duro, as mulheres são seres inferiores. Alegam que Deus deu a primazia ao homem, no domínio das coisas e usam a Sagrada Escritura para isso. Mas, se esquecem que o Nazareno sempre acatou sua mãe santíssima, que o protegeu desde o ventre e que depois se juntou a ele em seu mandato de amor. Foi Maria de Nazaré quem incitou o Cristo a trazer a alegria na festa de casamento. Aceite de bom grado, meu filho, até para honrar suas falhas como filho, marido e também pelas mulheres que ultrajou e mesmo fora, em outras existências.” RECOMENDO A LEITURA!!

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