Os vícios capitais e os novos vicios -

    Umberto Galimberti

    Paulus
    2004
    138 páginas
    4h 36m
    ISBN-10: 8534921768
    Português Brasileiro

    Sinopse Não são nunca as virtudes mas sempre os vícios, que nos dizem a cada tanto o que é o ser humano. E então os olhamos de perto, esses vícios, começa Umberto Galimberti, desfilando os vícios capitais: ira, preguiça, inveja, soberba, avareza, gula, luxúria. Identificamos por Aristóteles como hábitos do mal, como oposição da vontade humana à vontade divina na Idade Média, como expressão da tipologia humana no Iluminismo, aparecem por fim como manifestação psicopatológica no séc. XX. E, assim, extrapolam o mundo moral para ingressar no mundo patológico. Não mais vícios, mas doenças do espírito. À luz dessa seqüência histórica, Galimberti ambienta os vícios no panorama contemporâneo, conflitualmente compreendidos entre a funcionalidade (também do mal) própria da idade da técnica e a urgência da ética. Segue um amplo reconhecimento daquelas tendências ou modalidades comportamentais para as quais soa eficaz (e imprópria) a definição de novos vícios: a sociopatia, o despudor, o consumismo, o conformismo, a sexomania, a denegação, o culto do vazio. A volúpia do shopping, a dependência da mercadoria, a mecanicidade do sexo relacionam-se com a dissolução da personalidade. São de fato a negação do modelo vicioso. Enquadrá-los como vícios nos permite falar deles, ter ao menos consciência deles e não assumirmos como valores da modernidade aqueles que, ao contrário, são apenas seus desastrosos inconvenientes. Afável e penetrante, Umberto Galimberti exibe aqui aquela sabedoria e aquela familiaridade com o mundo que o tornaram um ponto de referência para um amplíssimo público de leitores na Itália. Um livre excelente para quem desejar um estudo sobre os vicios e pecados capitais, excelente para formadores.

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    Locimar Massalai30/11/2025Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Novos vícios capitais

    O autor explora como a sociedade moderna, com sua ênfase no consumo, na performance na imagem, transforma os vícios em algo quase Virtuoso ou no mínimo socialmente estável perdão aceitável. Por exemplo avareza é a base do capitalismo e a vaidade é o motor das redes sociais!

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