Em 28 de dezembro de 2007 foi aprovada a Lei 11.638, responsável por alterar diversos aspectos da até então Lei das Sociedades Anônimas, Lei 6.404 de 17 de dezembro de 1976. O objetivo da aprovação dessa nova lei foi padronizar as normas brasileiras de contabilidade, com vistas a harmonizar as práticas contábeis do nosso país com práticas internacionais. Criar uma linguagem universal para os negócios, pode facilitar decisões e permitir comparabilidade de informações acerca das operações realizadas pelas empresas. As referidas leis, bem como outros instrumentos normativos aprovados desde então, tem impacto direto na maneira como as companhias avaliam e registram seus ativos, passivos e patrimônio líquido. A contabilidade brasileira deixou de ser voltada ao atendimento de demandas e determinações estritamente fiscais, para tornar-se um instrumento de geração de informações contábeis demandadas por diversos stakholders, como o próprio governo, mas também credores, investidores, clientes, fornecedores, entre outros. Nesse novo cenário, as demonstrações contábeis passam a prestar informações elaboradas conforme a essência econômica da transação, o que atualmente chamamos de representação fidedigna, em substituição a até então característica norteadora, a forma jurídica. Todos os grupos de contas do Balanço Patrimonial, principal demonstração contábil, sofreram inúmeras alterações, impactando diretamente a elaboração e a divulgação das demais demonstrações obrigatórias. No entanto, este material de Contabilidade Societária I engloba apenas os seguintes tópicos: concentração e extinção de sociedades, transações entre partes relacionadas, patrimônio líquido, demonstração das mutações do patrimônio líquido, avaliação dos investimentos pelo patrimônio líquido e equivalência patrimonial. (Prefácio página 7)





