Falar de amor é harmonizar a vida entre as pessoas e com a natureza. Ao ler estes poemas de Corbiniano Filho senti a harmonia entre eles, mesmo sabendo que foram escritos em vários momentos da sua vida, durante 34 anos. Poemas de lutas e preocupações sociais, que começaram a ter movimento na sua cabeça e foram colocados no caderno a partir dos 17 anos de idade. O envolvimento na ação coletiva o fez ingressar no GPI – Grupo de Poetas Independentes, na casa da cultura, onde teve a oportunidade de publicar duas poesias de sua autoria – “CORPO OBJETO” e “PRESOS”, em 1981, e você caro leitor terá o prazer de lê-los neste livro. O compromisso social do poeta continua ativo, quando nos chama atenção sobre a Lei Maria da Penha, afirmando que “NO AMOR NÃO CABE A PALAVRA VIOLÊNCIA”. O primeiro poema desta coletânea fala sobre “AMAR” e nos diz: “Antes de conjugar o verbo amar, temos que conjugar o verbo perdoar”, e “perdoar não é concordar, é um ato de amor”, trecho do poema “PERDÃO”. No poema “OLHAR INFELIZ”, aprendemos a fórmula da felicidade, “enxerga o amor... pra ser feliz”. O poema “SONHOS DE AMOR” diz onde “você está”, “COMO UM PÁSSARO” “...voo, e o meu voo só me leva a você” para dizer “amo você”.
