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    Notre-Dame, uma cruz no coração (Notre-Dame #1) -

    Carolina Beatriz

    Independente
    2018
    215 páginas
    7h 10m
    ISBN-10: B079YZKBT9
    Português Brasileiro
    4
    15 avaliações
    Leram18Lendo0Querem5Relendo0Abandonos0Resenhas8
    Favoritos1Desejados5Avaliaram15

    "As mensagens só chegam de madrugada, comecinho da manhã. São todas dela, de Notre-Dame; são todas protecionistas do anonimato. [...] Elena, entretanto, encontrou um padrão: as mensagens chegam minutos, até segundos, antes do primeiro raio de sol rasgar o céu, como se para lhe dizer que há, sim, luz na escuridão. Ela já mudou a própria resolução; já tentou, já perguntou quem é. Ela já pediu, já ameaçou, já implorou. Quem quer que esteja na outra ponta, quem quer que esteja em posse do tal número de celular, encara-a como muda, iletrada. Quem quer que seja só fala o que quer, quando quer. A resposta mais pessoal que recebeu acerca de sua identidade não poderia ter sido mais impessoal e veio na voz de Benjamin Franklin, na noite do segundo domingo em contato com esse Anônimo: "As três coisas mais difíceis do mundo são: guardar um segredo, perdoar uma ofensa e aproveitar o tempo.” Digo-lhe, pois, que minha vida é mais dura do que a de qualquer homem de Paris; do que a de qualquer outro homem deveria ser. Notre-Dame [...] Por que me ajuda, Notre-Dame? Por que se esconde em máscara tão bela? Por que se dirige somente a mim, se são tantos os que lhe pedem por consolo, ajuda, palavra amiga? Porque posso. Porque preciso. Porque quero. Notre-Dame" -- Depois de ler "Towards Tomorrow", me surpreendi ao ver que a autora mudou completamente seu estilo narrativo e criou uma nova trama tão envolvente e fantástica quanto, mas dotada de elementos inéditos e que de nada se assemelham a sua série em paralelo. Vagamente baseada no que penso ser a tragédia mais famosa da história, Romeu e Julieta, (amantes da obra reconhecerão alusões e trechos aleatórios e espaçados no decorrer da trama) a história é narrada por um narrador onipresente (que se apresenta, logo de cara, como "câmera") e introduz o leitor ao conflito de gerações entre duas famílias tradicionais parisienses - os Cross e os Moon -, inflamado em tempo presente pelo assassinato de Silver Cross e a concomitante acusação, infundada, de Reign Moon - o clássico caso de estar no lugar errado e em hora mais errada ainda. O fato dos protagonistas, Elena e Reign, se conhecerem sem se conhecer por anos, se ajudarem sem saber e se encontrarem, "tête-à-tête" (vamos justificar a locação escolhida pela autora), apenas nos finalmentes da narrativa fez com que eu quisesse encontrar o último ponto final com vontade e determinação. Os capítulos curtos e "temáticos" de muito contribuíram para a fluidez da leitura, mesmo que a trama seja propositalmente emaranhada e cheia de opiniões e disse-me-disse que caracterizam uma boa partida de "Detetive". Adoro quando autores ousam, dão vida a objetos inanimados e saem do lugar comum e me entreti especialmente com as duas versões de Paris (leitores entenderão) e a dinâmica entre Reign e Dante. Reign, por sua vez, se provou ser um anti-herói esférico e cheio de carisma, mesmo para alguém que está em uma condição tão depreciativa e sem perspectiva quanto a sua. E, se Reign vai se desenvolvendo (e de certa forma desabrochando) no decorrer da narrativa, Elena deixa o melhor de sua personalidade para o grande final, ao que prova que não é a menina rica e mimada que todos (inclusive eu e Reign) começam achando, mas uma moça de coração nobre e valente, capaz de enxergar muito aquém da aparência exterior. Em suma, conheço Paris e sua Notre-Dame de véspera e sei que a autora fez uso de algumas licenças poéticas (não me recordo de menções à grade de proteção instaladas nas torres, por exemplo), mas nada que impeça a trama de se passar no palco escolhido ou atrapalhe a narrativa e a torne inverossímil. Pelo contrário, a fantasia permite tudo e a autora soube moldá-la a seu bel prazer e com maestria.

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    Resenhas (8)Ver mais
    Fabiana Santos  picture
    Fabiana Santos 06/12/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Duas famílias unidas pelo amor, separadas por uma maldição.

    Há muito tempo atrás uma morte acidental causou o ódio entre os Moon e os Croos, tanto que aquela que é considerada Santa por uns e bruxa por outros lhes lançou uma maldição. E só o amor verdadeiro que ainda passará por grandes provas impostas pela Santa/ bruxa quebrará a maldição. Quando completou 16 anos Reing Moon, amaldiçoado, assumiu o lugar do tio e já alguns anos vive escondido na catedral Notre Dame podendo sair só a luz da lua. Elena Croos, uma garota linda e está noiva de Cristopher Paris, celebra seus 24 anos na Catedral Notre Dame passa a noite dançando com Reing sem saber quem ele é, eles se conhecem mas não sabe quem são, mas outra tragédia recairá sobre essas famílias um Croos é assassinado e o primeiro suspeito é Reing. Ele promete a Elena descobrir o assassino e assim também provar sua inocência. Com uma escrita poética e um início um pouco confuso Notre Dame foi um livro que me tirou totalmente da minha zona de conforto. Tendo como pano de fundo a cidade Paris e narrado sob a ótica de uma câmera Carolina nos apresenta uma fantasia inusitada, cheia de mistérios e personagens excêntricos com um final que me deixou ávida pela continuação.

    2 curtidas

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    Avaliações

    4 / 15
    • 5 estrelas13%
    • 4 estrelas60%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Carolina Beatriz profile picture

    Carolina Beatriz

    CAROLINA BEATRIZ é uma paulistana de vinte e poucos anos, apaixonada por um bom livro — de todos os tipos, cores e sabores —, cinema (principalmente animações!), teatro, Arte, sorvete, algodão-doce, batata frita e salto alto. É formada na área das artes gráficas e tem se aventurado por aqui e por ali, também em moda e justamente com sapatos. Irmã mais velha de um futuro médico, e uma das mais novas entre os mais de dez primos, está acostumada à correria e às situações mais engraçadas, para não dizer inusitadas, que o dia-a-dia tende a proporcionar. Ama viajar, conhecer novas culturas e expandir os horizontes, tanto pessoalmente quanto do sofá de casa ou em qualquer cantinho silencioso que a permita embarcar em jornadas fantásticas. Para mais informações, visite http://www.carolinabeatriz.com

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    São Paulo, Brasil

    Carolina Beatriz