Gente… que livro foi esse? Sério. UAU.
O Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, é simplesmente incrível. Eu comecei a ler meio curiosa e terminei completamente apaixonada. Eu descobri duas coisas lendo essa obra (e também lendo Ariano Suassuna):E EU AMO TEATRO
Eu amo livro alegórico que já nasce praticamente pedindo para virar peça.
É muito bom! É inteligente, é crítico, é irônico… e é engraçado demais! O personagem do Diabo é simplesmente uma figura. Ele canta, ele provoca, ele convence as pessoas com a maior naturalidade… é quase um “atendente do inferno” muito animado. Eu me diverti demais lendo as interações dele com cada personagem que chegava para ser julgado.
E os xingamentos? Gente… eu aprendi um estoque inteiro de xingamentos do ano de 1500. Se você for ler e achar a linguagem estranha, lembre-se: isso foi escrito no século XVI! O Brasil estava basicamente nascendo. O português era outro, completamente diferente do que a gente fala hoje.
Eu li pela edição da Via Leitura, que moderniza algumas coisas para facilitar, mas mantém bastante da escrita original — o que eu achei ótimo! Porque a graça está justamente nessa linguagem antiga, cheia de personalidade.
E sobre continuação: a peça em si não tem “parte 2”, mas faz parte da chamada Trilogia das Barcas, também de Gil Vicente. As próximas são: Auto da Barca do Purgatório e Auto da Barca da Glória
E sim, eu já estou ansiosíssima para ler as duas.
No geral?
Eu ri, eu aprendi, eu fiquei impressionada com a crítica social (que continua atualíssima, inclusive), e terminei querendo assistir isso encenado num palco.
DICA: Assistam a peça homônima do grupo pernambucano "Cênicas Cia de Repertório" tem no YouTube.
Livro incrível. Divertidíssimo. E oficialmente me assumo: sou apaixonada por teatro alegórico.