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    Auto da Barca do Inferno - Coleção Biblioteca Luso-Brasileira

    Gil Vicente

    Via Leitura
    2016
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-13: 9788567097305
    Português Brasileiro
    3.3
    134 avaliações
    Leram179Lendo2Querem23Relendo1Abandonos2Resenhas33
    Favoritos1Desejados23Avaliaram134

    Texto integral, com notas explicativas dos termos não usuais para facilitar a leitura. Esta peça teatral de Gil Vicente, o primeiro dramaturgo lusitano, uma alegoria de duas barcas - uma que segue para o Inferno, outra, para o Paraíso - satiriza os tipos sociais de Portugal. Uma encenação do século XVI, em um país que alargava seus horizontes em direção à América e ensaiava sua transição da Idade Média para o Renascimento. Em cena, o Diabo e o Anjo julgam as almas daqueles que tentam embarcar. Entre os julgados estão o Fidalgo, um agiota, um tolo, o Sapateiro, o Frade, uma alcoviteira, o Judeu, o Corregedor, o Procurador, o Enforcado e os cavaleiros. Membros distintos da sociedade e gente simples do povo se equiparam na fuga da barca do Diabo. Poucos escaparão. O auto da barca do inferno é um clássico do Humanismo.

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    Strong Woman Soft Heart21/02/2026Resenhou um livro

    O RH do Inferno trabalha rápido

    Gente… que livro foi esse? Sério. UAU. O Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, é simplesmente incrível. Eu comecei a ler meio curiosa e terminei completamente apaixonada. Eu descobri duas coisas lendo essa obra (e também lendo Ariano Suassuna):E EU AMO TEATRO Eu amo livro alegórico que já nasce praticamente pedindo para virar peça. É muito bom! É inteligente, é crítico, é irônico… e é engraçado demais! O personagem do Diabo é simplesmente uma figura. Ele canta, ele provoca, ele convence as pessoas com a maior naturalidade… é quase um “atendente do inferno” muito animado. Eu me diverti demais lendo as interações dele com cada personagem que chegava para ser julgado. E os xingamentos? Gente… eu aprendi um estoque inteiro de xingamentos do ano de 1500. Se você for ler e achar a linguagem estranha, lembre-se: isso foi escrito no século XVI! O Brasil estava basicamente nascendo. O português era outro, completamente diferente do que a gente fala hoje. Eu li pela edição da Via Leitura, que moderniza algumas coisas para facilitar, mas mantém bastante da escrita original — o que eu achei ótimo! Porque a graça está justamente nessa linguagem antiga, cheia de personalidade. E sobre continuação: a peça em si não tem “parte 2”, mas faz parte da chamada Trilogia das Barcas, também de Gil Vicente. As próximas são: Auto da Barca do Purgatório e Auto da Barca da Glória E sim, eu já estou ansiosíssima para ler as duas. No geral? Eu ri, eu aprendi, eu fiquei impressionada com a crítica social (que continua atualíssima, inclusive), e terminei querendo assistir isso encenado num palco. DICA: Assistam a peça homônima do grupo pernambucano "Cênicas Cia de Repertório" tem no YouTube. Livro incrível. Divertidíssimo. E oficialmente me assumo: sou apaixonada por teatro alegórico.

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    3.3 / 134
    • 5 estrelas10%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas37%
    • 2 estrelas20%
    • 1 estrelas7%
    Gil Vicente profile picture

    Gil Vicente

    Gil Vicente (1465? — 1536?) é geralmente considerado o primeiro grande dramaturgo português, além de poeta de renome. Há quem o identifique com o ourives, autor da Custódia de Belém, mestre da balança, e com o mestre de Retórica do rei Dom Manuel. Enquanto homem de teatro, parece ter também desempenhado as tarefas de músico, actor e encenador. É frequentemente considerado, de uma forma geral, o pai do teatro português, ou mesmo do teatro ibérico já que também escreveu em castelhano - partilhando a paternidade da dramaturgia espanhola com Juan del Encina. A obra vicentina é tida como reflexo da mudança dos tempos e da passagem da Idade Média para o Renascimento, fazendo-se o balanço de uma época onde as hierarquias e a ordem social eram regidas por regras inflexíveis, para uma nova sociedade onde se começa a subverter a ordem instituída, ao questioná-la. Foi, o principal representante da literatura renascentista portuguesa, anterior a Camões, incorporando elementos populares na sua escrita que influenciou, por sua vez, a cultura popular portuguesa.

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    Distrito de Braga, Portugal

    Gil Vicente