Os ideais iluministas de liberdade, privacidade, e de submissão do Estado à dignidade da pessoa humana, é o pano de fundo do presente trabalho. A questão tecnológica é um dos grandes paradoxos da modernidade. Por um lado pode ser um progresso para a condição humana. Mas também pode apresentar uma face perversa, embora como afirma Álvaro, ela por si só não é boa nem má. É sua utilização que determinará sua natureza. A tecnologia permite aos Estados, mais facilmente garantir segurança a seus cidadãos e a suas instituições, mas, a que preço? Não podemos permitir a violação de direitos fundamentais em prol da manutenção de outros direitos. É mister restabelecer o ideário democrático onde o estatuto dos direitos e liberdades figure no frontispício de qualquer atuação estatal. Nestas questões tão sensíveis, há que se reivindicar o estatuto do cidadão, não do súdito. Segurança sim, liberdade, por evidente, também. Este é o alerta e o questionamento que faz Álvaro neste brilhante trabalho, lembrando que o ideário dos direitos humanos deve ser restabelecido e servir de baluarte a qualquer atuação do Estado. Na sociedade contemporânea, aceitamos o controle sim, mas com a preservação da liberdade e da privacidade.
A nova sociedade tecnológica: da inclusão ao controle social. A Europ@ é exemplo? -
Álvaro Sánchez Bravo
Edunisc
2010
159 páginas
5h 18m
ISBN-13: 9788575782682
Português Brasileiro
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