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    Os trabalhos e as noites -

    Alejandra Pizarnik

    Relicário Edições
    2018
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788566786699
    Português Brasileiro
    4.2
    205 avaliações
    Leram296Lendo8Querem177Relendo0Abandonos0Resenhas25
    Favoritos37Desejados177Avaliaram205

    Promovendo uma inversão no título clássico de Hesíodo, Os trabalhos e os dias, poema épico composto entre o final do século VIII e o começo do século VII a.c., Proust publicou, em 1896, Os prazeres e os dias, uma reunião de contos e poemas de juventude. Outra é a inversão operada no belo título deste livro de Alejandra Pizarnik, Os trabalhos e as noites. É possível que não haja melhor título para um livro de poemas de Pizarnik, ou, talvez, para qualquer livro de poemas. Como indica o verso de Emily Dickinson, Good morning, Midnight!, o poeta é trabalhador da noite; seu labor é noturno, prefere o silêncio e a sombra. Noite, silêncio, sombra são palavras-chave no vocabulário da poesia de Pizarnik. Trata-se, aliás, de um vocabulário bastante restrito; os poemas de Pizarnik giram em torno de um catálogo limitado de palavras e imagens: pássaro, cinza, pedra, noite, alba, infância, vento, chuva, sombra, silêncio, lilás… A partir de uma série reduzidíssima de elementos, Pizarnik compõe, como num jogo combinatório, seus poemas quase sempre muito breves, extremamente depurados, de uma terrível limpidez. Trecho da apresentação de Ana Martins Marques

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    Resenhas (25)Ver mais
    Berttoni Licarião picture
    Berttoni Licarião06/09/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Leitura 51 de 2021 Os trabalhos e as noites [1965] Alejandra Pizarnik (Argentina, 1936-1972) Relicário, 2018, p. “Poesia tem de ser pouca”, dizia Manoel de Barros — e lida em pequenas doses de cuidado, acrescento eu. Quando soube que a Relicário lançaria mais dois livros da poeta argentina este ano, atirei-me com calma e vontade de mergulho à leitura de Os trabalhos e as noites. Para aplacar a ansiedade, claro, mas também para aprender a esperar —com muito gosto—no escuro profundo e imperturbável da poesia de Pizarnik. Como adverte Ana Martins Marques no prefácio a este volume (também contemplado com um posfácio do tradutor Davis Diniz), “os poemas de Pizarnik giram em torno de um catálogo limitado de palavras e imagens”, e “a partir de uma série reduzidíssima de elementos”, a autora compõe “poemas quase sempre muito breves, extremamente depurados, de uma terrível limpidez”. Essa “limitação”, contudo, é precisamente o ponto de pressão e expansão de sua poética, capaz de mostrar o eu que escreve, o outro e o mundo no interior cindido de uma mesma palavra, como em POEMA, que abre este volume: "Tu eleges o lugar da ferida onde falamos nosso silêncio. Tu fazes de minha vida esta cerimônia demasiado pura." A brevidade e pequenez dos gestos de Pizarnik nos ensinam a cair no silêncio, na noite, na solidão das “horas nuas”. Aos poucos, sobretudo na terceira parte do livro, as imagens de muros se tornam mais fortes e recorrentes, e a voz poética parece enclausurar-se no escuro quente de seu dom particular, resguardando-se do “impuro meio-dia branco”. A noite é, com efeito, o momento em que a poesia evidencia o “tão longe, tão perto” entre literatura e vida: HISTÓRIA ANTIGA Na meia-noite vêm os vigias infantis e vêm as sombras que já têm nome e vêm os perdoadores do que cometeram mil rostos meus na ínfima fissura de cada jornada. É justamente nessas "ínfimas fissuras" que os poemas de Pizarnik nos abrem à "delicada urgência do sereno". Não poderia recomendar mais este universo de tão poucas palavras, tão pequeno e depurado, mas onde cabemos todos nós. #alejandrapizarnik #editorarelicário #poesia #leiamulheres

    17 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 205
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas16%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas1%
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    Alejandra Pizarnik

    Poeta argentina nacida en Buenos Aires en 1936. Obtuvo su título en Filosofía y Letras por la Universidad de Buenos Aires y posteriormente viajó a Paris hasta 1964 donde estudió Literatura Francesa en La Sorbona y trabajó en el campo literario colaborando en varios diarios y revistas con sus poemas y traducciones de Artaud y Cesairé, entre otros. Es una de las voces más representativas de la generación del sesenta y es considerada como una de las poetas líricas y surrealistas más importantes de Argentina. Su obra poética está representada en las siguientes obras: «La tierra más ajena» en 1955, «La última inocencia» en 1956, «Las aventuras perdidas» en 1958, «Árbol de diana» en 1962, «Los trabajos y las noches» en 1965, «Extracción de la piedra de locura» en 1968, «El infierno musical» en 1971 y «Textos de sombra y últimos poemas», publicación póstuma en el año 1982. En 1972 falleció como consecuencia de una profunda depresión.

    23 Livros
    59 Seguidores

    Alejandra Pizarnik