Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas21
    • Leitores619
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Também os brancos sabem dançar - Um romance musical

    Kalaf Epalanga

    Todavia
    2018
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788593828720
    Português
    3.7
    156 avaliações
    Leram202Lendo30Querem363Relendo0Abandonos24Resenhas21
    Favoritos6Desejados363Avaliaram156

    <b>Um romance musical.</b> Um músico e escritor angolano chega à fronteira entre Suécia e Noruega com sua banda para se apresentar em Oslo. Sem um passaporte válido, vivendo num limbo entre as cidadanias angolana e portuguesa desde que escapou da guerra em seu país para poder tocar a vida em Lisboa, ele é detido por tentativa de imigração ilegal e conduzido à delegacia para averiguação. Aflito com sua situação e ansioso para conseguir chegar ao concerto, se pergunta: como explicar que ele é apenas um pacato artista angolano? Esse é o mote do romance de Kalaf Epalanga, uma viagem colorida e repleta de memórias pessoais, musicais e literárias em torno da África, Europa e até mesmo do Brasil.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (21)Ver mais
    Wallace de Jesus picture
    Wallace de Jesus14/01/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma aula de Kuduro e Kizomba

    "Descobri-me através da música, foi com ela que a cor da minha pele passou a ser fator preponderante para a minha autoafirmação. Antes desta consciencialização, o termo "música negra" não existia sequer no meu léxico." A música tem um valor estético transcendental na vida de muitas pessoas e este livro fala justamente sobre isso: o despertar das nossas origens. O escritor angolano Kalaf Epalanga nos convida para uma viagem ao kuduro e a kizomba. Também os Brancos Sabem Dançar é um livro divido em três partes. São três narradores distintos, contando suas histórias, tendo como pano de fundo a influência da música em suas vidas. A primeira narrativa Kalaf é a própria personagem. Viajando de ônibus sem passaporte, para tocar num grande festival da Noruega, ele é detido pela polícia de imigração daqueles país. Em cárcere para averiguação da "ficha criminal", Kalaf faz uma retrospectiva da vida. E aí que começa a viagem da narrativa: começando pela "fuga" da guerra civil em Angola até os anos de convívio na Europa. O segundo relato é narrado por Sofia, uma estudante de antropologia e professora de kizomba. Uma estória repleta de dança e swings. Branca e criada em Portugal, Sofia carrega dentro de si uma Angola ancestral, herança cultural dos pais angolanos. A narrativa se desdobra quando Sofia conhece o baiano Quito. Ela ensina os primeiros passos da kizomba pra ele. Porém, a dança os transporta para outros sentimentos. A última parte, o narrador é o policial que prendeu Kalaf. Este vive um drama pessoal depois de um interrogatório que trouxe consequências existenciais perturbadoras. Assim como Kalaf, ele também faz uma retrospetiva dos caminhos de sua vida. É uma leitura muito representativa. Primeiro porque é evidenciado a crise humanitária da migração no mundo. Kalaf lança questionamentos profundos sobre o tema, e de forma contundente, expõe como é o tratamento dos países que "recebem" estes imigrantes "ilegais". Outro mérito do autor é mapeamento musical. Impossível ler este livro sem o YouTube e Spotify por perto. Um livro de múltiplas possibilidades de aprendizado histórico/social da cultura luso-africana.

    15 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 156
    • 5 estrelas14%
    • 4 estrelas45%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas1%
    Kalaf Epalanga profile picture

    Kalaf Epalanga

    Músico, cronista e editor discográfico. Nasceu em Benguela, em Fevereiro de 1978, cresceu numa família de funcionários públicos, com ligações a vila da Catumbela, lugar que visita com regularidade, na tentativa de traçar um mapa afectivo com as pessoas e lugares que habitam a sua memória. Na segunda metade dos anos 90 mudou-se para Lisboa, com o objectivo de obter a melhor formação académica possível e regressar a Angola. No entanto esses dois desejos sofreram um desvio quando se viu sem as rédeas familiares e um mundo novo a revelar-se diante de si. Mergulhou, aprendeu com quantos baldes de cimento se faz uma parede, e qual o ponto de cozedura do arroz para sushi. Aprendeu a ouvir Jazz e a apreciar arte e design tão intensamente, a apreciar que o regresso a Angola ficou adiado por tempo indeterminado. A aventura poética iniciou-se nos finais de1998, numa altura em que Lisboa ensaiava novas linguagens rítmicas, buscando novos caminhos para a música urbana feita em português - multiplicou-se em colaborações, criando cumplicidades artísticas com Sara Tavares, Sam The Kid, Type, Nuno Artur Silva, entre outros, e, em 2003, juntou-se ao produtor João Barbosa, formaram o duo 1 Uik Project e fundaram a Enchufada, núcleo de produção musical, editora independente responsável pela edição do projecto Buraka Som Sistema, e com estes partiu para o mundo.

    5 Livros
    5 Seguidores

    Kalaf Epalanga