A Lucidez da Lenda - Um ensaio sobre o futuro

    Raul de Taunay

    Pandorga
    2018
    408 páginas
    13h 36m
    ISBN-13: 9788584422876
    Português Brasileiro

    Na pequena São Bento da Ribanceira, cidade amazonense fictícia criada para ser um dos palcos de A lucidez da lenda: um ensaio sobre o futuro, romance épico passado na segunda metade do Século XXI, o ditado que diz que 'Deus é brasileiro' parece se confirmar. É ali que Ele, sob diferentes formas e em diferentes momentos, vai se comunicar com Antônia dos Anjos, uma jovem ribeirinha cuja missão será impedir a destruição da Amazônia por parte da Federação das Corporações Unidas, a mega associação de multinacionais, que com seu poderio econômico, midiático e bélico domina a Ordem Mundial. Nesse romance ambientado no futuro, muitos são os acertos do autor: i) personagens bem construídos - de Antônia dos Anjos a Jack Gorila Stealler, os principais, passando por Laráppio, Smartt, Jovelino, além dos índios Jurujunas, Ammos e Tapunuê, da revoltada Bonnie e do repórter André; ii) boas descrições de ambientes, ao estilo naturalista, sejam eles a aldeia dos Jurujunas, a mata virgem do alto Amazonas, os descampados de Brasília ou os arranha-céus de Nova Iorque e Chicago; ii1) criatividade na invenção das máquinas do futuro, sejam elas os terríveis robôs deletadores, sejam os meios de transportes, como os helijatos e foguetes propulsores individuais, o que, de maneira geral, confere um tom sei-ti à atmosfera épica; iv) trama bem estruturada e bom ritmo narrativo. Outro ponto positivo que merece ser destacado é a aguda percepção de como a conjuntura em que vivemos nessa segunda década do Século XXI caminha a passos largos para se parecer bem de perto com a que é descrita nessa ficção, o que embora não seja um prognóstico a se comemorar, certamente ajuda a chamar atenção para a já massiva onipotência dos mercados e corporações sobre o destino de bilhões de pessoas em todo o planeta.

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    Ana Luiza Ferreira28/06/2018Resenhou um livro
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    A HISTÓRIA Apesar de ser 2050, Antônia dos Anjos vive uma rotina pacata em São Bento da Ribanceira, cidade amazonense. A floresta foi o seu quintal e a jovem é uma pessoa tranquila, uma devota que acredita na paz, no amor e no diálogo para resolver conflitos. Jack Stealler, também chamado de Gorila, é um poderoso magnata americano. Para ele, o mundo é movido por duas coisas: dinheiro e violência. Mas, o capitalista não está satisfeito em apenas controlar a Federação das Corporações Unidas, uma aliança corporativa que acabou tomando o poder do antigo Estados Unidos e de demais países de primeiro mundo. Gorila quer expandir seu poder para o sul e tomar uma das poucas riquezas que ainda não o pertencem: a Amazônia. E ele não deixará qualquer se colocar entre o seu caminho. “A paz não era boa. O mundo precisava voltar a temer algum inimigo comum, inventado ou não, para demandar novamente produtos e serviços de sua Corporação.” pág. 30 Gorila, utilizando-se do dinheiro e da ambição, logo forma aliados para seu plano de dominação: um assassino de aluguel, um prefeito corrupto e até mesmo um ambientalista ganancioso. Stealler já tem todo um plano em mente para desestabilizar a paz na região amazônica e roubá-la do governo brasileiro, fazendo todo o processo soar o mais legítimo possível. Contudo, Gorila não sabe que seu plano perverso é bem conhecido por Antônia. Sob diversas formas, um ser superior começa a se comunicar com a jovem e lhe dá uma missão. Mas, para salvar a floresta, o seu lar e todo o seu país, Antônia precisará deixar a sua vida pacata para trás e se colocar na linha de frente dessa batalha. A garota se une a um jovem jornalista, um grupo de hackers e até mesmo sobreviventes de uma tribo indígena massacrada para impedir que a nossa floresta seja tomada para sempre. A LEITURA: TRAMA E CRÍTICAS DO LIVRO (...) A NARRATIVA E OS PERSONAGENS (...) CONCLUSÕES FINAIS A Lucidez da Lenda se provou uma leitura interessante, que traz críticas e reflexões únicas, mas não muitas emoções. Os personagens pouco cativam e são estereotipados, e a narrativa cansativa. A obra se distingue por trazer um cenário nacional belo e rico, além de elementos da cultura brasileira, para a trama. A Lucidez da Lenda também se destaca por delinear um futuro assustadoramente real, com tecnologias bem próximas da que já temos, assim como um cenário sociopolítico-econômico bem crível. O livro é o que eu chamaria de uma distopia corporativa, que nos leva a entender certas minucias do mundo empresarial e o modo como o capitalismo se utiliza do poder e do dinheiro para controlar a sociedade e gerar mais poder e dinheiro para quem já os têm. Não é das leituras mais fáceis, mas A Lucidez da Lenda pode agradar quem não se incomoda com leituras densas e minuciosas sobre o assunto. LEIA A RESENHA COMPLETA E VEJA FOTOS DO LIVRO NO BLOG:

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