Em sua primeira obra de não ficção, Fernanda Young se insere no acalorado debate sobre o que significa ser homem e ser mulher hoje. Em textos autobiográficos, ela se revela como uma das tantas personagens femininas às quais deu voz, sempre independentes e a quem a inadequação é um sentimento intrínseco. E esse constante deslocamento faz com que Fernanda seja capaz de observar o feminino e o masculino em todas as suas potencialidades. É daí que surge o Pós-F., pós-feminismo e pós-Fernanda, um relato sincero sobre uma existência livre de estigmas calcada na sobrevivência definitiva do amor, no respeito inquestionável ao outro e na sustentação do próprio desejo. “Não sou especialista em nada. Melhor, não sou especialista de coisa pronta. Procuro me aprimorar em mim, entendendo sobre mim – usando, é claro, tudo o que observo nos outros”, escreve. Assim, em Pós-F: Para além do masculino e do feminino, que é ilustrado com desenhos da autora, Fernanda Young vasculha internamente vivências e sentimentos para oferecer aos leitores sua visão de mundo. Fernanda se dirige a qualquer ser humano que habite nosso planeta neste século XXI, seja homem ou mulher. Como alguém que reúne diferentes perfis e concilia papéis aparentemente opostos, ela fala abertamente sobre a própria vida com o intuito de se posicionar sobre liberdades e responsabilidades – sem jamais deixar de combater o machismo em nossa sociedade. Sua preocupação central, no entanto, é superar polarizações para construir algo maior, em que caibam todos os gêneros. O objetivo de Fernanda Young não é ter a palavra final, mas contribuir com o debate – defendendo não a sua opinião, mas o direito de tê-la. Pois ela insiste que o ponto central de toda essa discussão deveria ser o respeito ao outro, algo que continua sendo desmerecido em nome de uma bipolaridade. É por isso que no mundo Pós-F. não há mais a necessidade de discursos e atitudes radicais: masculino e feminino se dissolveram num universo de encontros de desejos, sem interdições ou medos.
Pós-F - Para além do masculino e do feminino
Fernanda Young
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Fernanda Maria Young de Carvalho Machado
Roteirista e escritora, Fernanda Young lançou, em 1996, seu primeiro livro, intitulado Vergonha dos pés. Caso raro no mercado editorial, Young publicou 11 livros, dentre os quais os best-sellers Aritmética e Efeito urano, um livro de poesia, Dores do amor romântico, e novas experiências narrativas, como A louca debaixo do branco, o qual ganhou prêmio Jabuti de melhor projeto gráfico por Edu Hirama. Como roteirista para TV, tem oito trabalhos no currículo. Para o cinema, Fernanda escreveu quatro roteiros, sendo que dois deles são adaptações de "Os Normais", uma de suas séries de TV. Todos seus trabalhos como roteirista foram escritos com seu marido, o também roteirista e escritor Alexandre Machado. Fernanda escreveu para a revista "Cláudia" uma coluna mensal e apresentou o programa de TV "Irritando Fernanda Young", na GNT, durante 4 anos.

