Ótimo registro da história e da variação linguística sergipana. O autor estabelece traços linguísticos e culturais similares entre Sergipe (as vezes, nordeste) e Espanha, mais especificamente a Galícia.
Robervan dá relevo a expressões muito comuns aqui como: "Oxente!", "derribei", "rente", "vixe maria!", "barrer", "aperreado", "donde", "sobaco", "entonce", "pá", "trabaia", "leitche", entre outras mais. Essas derivações estão correlacionadas com a presença dos galegos no nordeste, sobretudo em Sergipe Del Rey. Podemos encontrar em muitos municípios, traços físicos dos espanhóis em nossa gente.
Culturalmente, os tradicionais foguedos: Chegança, cavalhada, Corrida das Argolas, Reisado são tradições trazidos por esse povo. Na religião, encontram-se padroeiros da tradição hispânica: Guadalupe, Divina Pastora.
Percebe-se a importância de mais estudos sobre o assunto, ponto salientado pelo autor. São estudos como esse que ajudam a construir a identidade da gente sergipana, há muito, lançada ao ostracismo. Não há aqui ima visão da cultura, tal qual o povo pernambucano tem, muito menos a da sociedade baiana. É importante usar esse material dentro da sala de aula (escolas, universidades) a fim de criar, ao menos, o conhecimento do que é ser sergipano, relarivizar as contribuições não só europeias, como também africana, indígena.