Para fugir do modelo padrão das histórias de terror, Michèlle, A Vampira foi situada no século 16, durante a invasão francesa no Maranhão, na então colônia portuguesa de além-mar. Michèlle foi contaminada pelo próprio conde Drácula e chega sedenta de sangue numa terra desconhecida e recém colonizada e enfrenta a tenacidade do doutor Palmeira, médico paroquial, mas que conhece o fenômeno do vampirismo e a vingança de Manoel, mutilado pela personagem. Michèlle tinha dupla personalidade quando era uma mortal e conservou essa característica depois de transformada em morta-viva. A saga de Michèlle é eletrizante, ousada e sem concessões. Apresenta um roteiro pulsante e que explora bem as nuances possíveis de uma vampira perdida no meio do Brasil, disputado pelos colonizadores europeus.

