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    Os Maias (Clássicos para Leitores de Hoje) -

    Eça de Queiroz

    Relógio D'Água
    2017
    544 páginas
    18h 8m
    ISBN-13: 9789896416560
    Português
    3.5
    2 avaliações
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    Eça de Queirós foi o maior romancista português de sempre e Os Maias é a sua principal obra. É certo que Jorge Luis Borges celebrou a sua novela O Mandarim como um magnífico conto fantástico e que Harold Bloom viu na ironia de A Relíquia a obra mais original do autor. Mas a verdade é que sucessivas gerações de leitores e de críticos foram redescobrindo Os Maias como uma obra-prima, um livro sobre os costumes portugueses da época, mas sobretudo como um romance que encerra em si uma tragédia, a impossibilidade do amor entre Carlos e Maria Eduarda, tendo como pano de fundo um país em que o autor reconhece a impossibilidade das mudanças que o tornem europeu. Os Maias foram escritos ao longo de oito anos e publicados em 1888. A revisão final foi feita no n.º 23 de Ladbroke Gardens, no bairro londrino de Notting Hill, quando Eça era cônsul em Bristol. Após a publicação de Os Maias, surgiram na imprensa críticas desencontradas. Uma das mais negativas foi de Fialho de Almeida, autor de Contos e de A Cidade do Vício, que é reproduzida nesta edição, bem como a resposta que Eça lhe deu.

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    Lucas Pinheiro picture
    Lucas Pinheiro18/02/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um dos maiores romances portugueses.

    Título: Os Maias Autor: Eça de Queirós 🇵🇹 Ano: 1888 Uma das maiores obras da literatura portuguesa. Tem como pano de fundo a sociedade lisboeta do fim do século XIX e, no plano principal, conta a história de 3 gerações da pouco numerosa família Maia. * Carlos da Maia é o protagonista da história. Contudo, para conhecer essa personagem, o autor conta a vida de Afonso da Maia (avô) e Pedro da Maia (pai). Os dilemas morais e as ironias do destino entrelaçam a vida da família e fazem da trama um drama instigante. * Há muitas personagens secundárias que trazem outros pontos de reflexão, especialmente no que diz respeito a um suposto combate entre o “antigo” e o “novo”; os estilos antigo x moderno; a educação científica x educação religiosa; o romantismo x realismo; a sociedade moral x sociedade amoral. São inúmeros embates que estavam em voga no fim do século XIX e que, até hoje, são objeto de discussões!

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    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz