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    Miragens peregrinas (Ensaios de Cultura; 49) - Sertão e Nação em Euclides da Cunha e Ariano Suassuna

    Ariano Suassuna

    Editora da USP
    2012
    296 páginas
    9h 52m
    ISBN-13: 9788531413544
    Português Brasileiro
    4
    2 avaliações
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    O Brasil como nação foi pensado por diversos autores, possibilitando a compreensão de sua invenção. Em Miragens Peregrinas, os leitores são convidados a trilhar caminhos com o intuito de pensar como a ideia de nação brasileira foi se constituindo. A autora dialoga com autores como Euclides da Cunha e Ariano Suassuna, explorando a configuração de nação e a construção e reconstrução do que é e do que poderia ser o Brasil como enunciação. Inicialmente, procura mostrar a inserção desses autores em algumas das discussões coletivas de suas épocas e a busca da nacionalidade. Procura também desvendar a relação dos dois autores com a imagem do sertão e com a tradição. E finalizando o livro, o sertão é visto como construção histórica e simbólica relacionada à nação brasileira, ao mesmo tempo em que são exploradas as impressões de Euclides e Suassuna sobre o sertão e como este último vê, neste lugar, um espaço de encantamento.

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    Reginaldo Aparecido de Freitas picture
    Reginaldo Aparecido de Freitas22/06/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Esta obra é a adaptação da tese de doutorado da autora, defendida na Universidade de São Paulo, em 2004, sob orientação de Willi Bolle. A análise de Maria Thereza se foca principalmente na obra magna de Euclides da Cunha, OS SERTÕES (1902), e n'O ROMANCE D'A PEDRA DO REINO E O PRÍNCIPE DO SANGUE DO VAI-E-VOLTA (1971), de Ariano Suassuna. Outro texto igualmente importante na elaboração do trabalho foi A ONÇA CASTANHA E A ILHA BRASIL, tese de livre-docência de Ariano, defendida na Universidade Federal de Pernambuco, em 1976, e ainda inédita. Maria Thereza Didier busca estabelecer um diálogo entre as obras de Euclides da Cunha e Ariano Suassuna, visto que Euclides foi um dos principais influenciadores do pensamento de Suassuna, fato que o autor paraibano sempre deixou explícito ao longo de sua vida. Ambos tratam do "sertão" como elemento primordial para definição da nossa individualidade enquanto nação, a existência de uma pretensa "brasilidade". Entretanto, Didier comprova que em muitos aspectos os autores têm ideias fundamentalmente opostas sobre o assunto, sendo a filiação intelectual de Ariano ao autor de OS SERTÕES mais simbólica e afetiva do que efetivamente conceitual. Mais um trabalho de peso para enriquecer a fortuna crítica sobre Suassuna.

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    Ariano Vilar Suassuna

    Ariano nasceu na Cidade da Paraiba (hoje João Pessoa), capital da Paraíba (Parahyba em ortografia arcaica), filho de Rita de Cássia Vilar e João Urbano Pessoa de Vasconcellos Suassuna (1886-1930) que cumpria o mandato de presidente do Estado (atualmente equivale ao cargo de governador). Este dia era dia de Corpus Christi, o que acabou por ocasionar a parada de uma procissão que parecia ocorrer devido ao dia de seu nascimento na frente do palácio do governo do Estado. Ariano viveu os primeiros anos de sua vida no Sítio Acauã, no sertão do estado da Paraíba. Aos três anos de idade (1930), Ariano passou por um dos momentos mais complicados de sua vida com o assassinato de seu pai no Rio de Janeiro, por motivos políticos, durante a Revolução de 1930, o que obrigou sua mãe a levar toda a família a morar na cidade de Taperoá, no Cariri Paraibano.

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    Paraíba, Brasil

    Ariano Vilar Suassuna