"Vale-Flor" é-me um livro brinde que, por força de sua motivação, tem um duplo sentido: lembra-nos a tradição do Amenti egípcio, da Erdemi tibetana ou do Shangri-lá orientais, que nos dizem do passado; e nos sugere o El-Dorado, em terras americanas, que nos fala do futuro. Todos nós temos um incontido anseio de achar o caminho de "Vale-Flor"; e, mesmo na maturidade, ressoa em nosso coração o eco das maravilhas de uma tradição que é o "Abre-te, Sésamo" para a Suave Mansão do Alvorecer. Venho de há muito, armado de cavaleiro andante no lombo de meu bravo Rocinante, defendendo humildes mas sinceros ideais nas abas da estrada longa de "Vale-Flor"; e, sem queixume nem mágoa, tenho-me ferido até nas asas de moinhos que assomam como inimigos do meu caminho. Isso, no entanto, não amortece o ânimo nem sufoca as esperanças, enquanto houver um roteiro para "Vale-Flor" nos ensinamentos de Blavatsky, de Roso de Luna ou de Henrique José de Souza. Estes dois últimos - homens de escol - não foram Quixotes derrotados: encontraram, amaram "Dulcinea del Toboso" e foram amados. Devo reconhecer honestamente que não cheguei nem mesmo perto de "Vale-Flor"; mas se a jornada cansa, o ideal tonifica. Por isso, entrei no interior deste livro como quem entra em solário para sentir o calor de um entusiasmo irmão do meu. Vamos, pois, tomar um pouco de sol. Hernani Monteiro Portella.
Vale-Flor (Edmundo Cardillo) - Um motivo ocultista para muitas motivações
não informado
Brasbiblos
1972
88 páginas
2h 56m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
Edições (1)
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