Sangue, primeiro livro do poeta piauiense, Da Costa e Silva, foi escrito entre 1902 e 1908, e é uma obra de evidente ortodoxia simbolista. Pelos temas, pelo vocabulário, pelas imagens, pela construção dos versos e pela musicalidade. Mas já revelava um poeta de dicção própria, personalíssima. Sem afastar-se dos cânones da escola, tal como difundida no Brasil por Cruz e Sousa, predomina em Sangue uma linguagem luminosa, arrebatada e forte um poeta que não esconde a sua sensualidade nem o entusiasmo diante da vida.
