A Casa da Morte Certa, o segundo livro do autor, foi publicado pela primeira vez em Paris, em 1942. Nos livros de Cossery expõe-se uma concepção da vida que tende a formular um verdadeiro modelo filosófico. A ambição, no sentido quantitativo, é a causa de todas as desgraças do mundo. Aquele que só espera da vida o prazer de simplesmente fruir a existência, em si mesma, por si mesma, fica liberto de todas as preocupações invasoras, dificultando do mesmo passo as imposições dos poderosos. Na Casa da Morte Certa, «as crianças dormem tranquilas. Nunca se queixam. O homem, esse, queixa-se porque percebe que é um escravo. Procura sair disso, grita, debate-se, mas nada acontece. As crianças são a força que se erguerá, um dia, da lama dos bairros populares. Uma força imensa e explosiva que nada mais poderá deter. Vinda do fundo das vielas submergirá as praças e as avenidas. Rebentará como um mar tempestuoso, atingindo, desta forma, o rio, as ilhas adormecidas, no esplendor dos palácios. Aí, deter-se-á, por fim. Respirará vigorosamente. Terá atingido o seu objectivo.
A casa da morte certa -
Albert Cossery
Antigona
1994
186 páginas
6h 12m
ISBN-10: 9726081424
Português Brasileiro
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Albert Cossery
Albert Cossery foi um escritor egípcio em língua francesa. Nascido no Cairo, descendente de uma família Libanesa e Síria grega ortodoxa, radicou-se em Paris. Considerado um mestre do escárnio, Albert foi também um profeta do prazer e da preguiça. Desde 1951 habitava o mesmo quarto do hotel La Louisiane situado no coração de Saint-Germain-des-Prés em Paris. Foi amigo de escritores como Boris Vian, Jean Genet, Henry Miller e Albert Camus, sendo admirado por todos eles. Em 1990, Cossery foi homenageado com o Grand Prix de la francophonie de l’Académie française e, em 2005, com o Grand Prix Poncetton de la Société des gens de lettres.
9 Livros
8 Seguidores
Cairo, Egito