Débora perdeu a melhor amiga e desde então tem vivido uma vida que não é sua e sem espaço para o amor. Ela está decidida a permanecer só, mas algo inesperado aconteceu. Em suas mãos vão parar um vestido de noiva e um diário que irá transportá-la ao Rio de Janeiro do século XX e a levará a conhecer as histórias de Giovanna e Celeste, duas mulheres fortes que precisam suportar as barreiras impostas por uma sociedade aristocrática.
Três persongens são marcantes nessa história, três mulheres. Débora está no século atual, ela trabalha em uma loja de vestidos de noiva, mas está fechada para o amor e não está lidando muito bem com o luto. Giovanna viveu no período em que os negros ainda sofriam muito, o racismo é claro e gritante. Ela, uma moça branca, abraça a luta da igualdade mesmo sendo renegada pelo pai. Celeste é a filha de Giovanna, no período em que ela vive, o racismo já é um pouco mais velado, mas ela ainda precisa lutar muito para ser valorizada.
O desenvolvimento é muito fluido, principalmente porque temos 3 histórias em uma que se enlaçam. A história de Giovanna me lembrou muito o Romantismo literário, mais especificamente de José de Alencar. Na história dela, temos um amor à primeira vista que ultrapassa barreiras. Com Celeste, vemos o tanto que ela lutou para ser reconhecida como costureira, nessa parte vemos traços do modernismo. O fechamento da história dela é emocionante. Por fim, a história de Celeste, contemporânea, traz um romance bem desenvolvido, um amor que nasce de uma amizade.
Lindo, deixa evidente que o amor de Deus pode ultrapassar gerações.
Foi uma experiência emocionante ler esse livro. Amei conhecer cada personagem e reconhecer como a história de cada uma delas se ligava. Independente da geração, cada uma tinha uma dificuldade pessoal e agiu diante de cada situação de forma sábia. Este é um livro rico, que dá pauta para diversas discussões. Eu recomendo! Atual, romântico e necessário.