Não É o Silêncio Quem Passa -

    Bruno Prado Lopes

    Laranja original
    2017
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-13: 9788592875145
    Português Brasileiro

    Não é o silêncio quem passa reúne 94 poemas de Bruno Prado Lopes. Nas palavras dele: (...) A poesia, então, tocaria o sentido dos céus, do tempo, da carne... e ainda que não houvesse limites, poderia decifrar na profundez, o silêncio por detrás de cada verso, de cada ferida, de cada passagem... E volta a cair na mesma impossibilidade, no mesmo recomeço, na mesma fúria contra o vazio das palavras. E retoma o rastro... o branco da página, o caminho da escrita inebriada – os cento-e-tantos braços da vereda, a ausência de um caminho definido. Apenas a linguagem. O que se experimenta nessa faúlha de falhas nada mais é do que uma pronúncia vazia – de um transeunte disperso, absorto, a relatar senão um instante de imagens. E se, contra todo começo, impõe-se um início: que se preceda uma aproximação, que não anuncie nada, senão que se determine a perda e o vazio de qualquer jornada. Não é o silêncio quem passa faz parte da Coleção Poetas Essenciais. A ideia dessa coleção é apresentar, para leitores brasileiros, autores que divulgam seus versos nas redes sociais, têm um trabalho poético relevante, mas ainda não se consagraram como escritores; muitos deles, estreiam seus primeiros livros de poemas nesta coleção. São poetas essenciais porque tocam o humano, expõem a alma/substância interna/vísceras em versos. São poemas em que o conteúdo poético fica à flor da pele, acessível aos corações. São poemas em que a forma é instrumento para desnudar a alma, para revelar o íntimo; por isso essenciais. Nessa coleção, a essência precede a existência. No entanto, o poema (corpo) existe para que a essência saia do silêncio.

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    @psi.adriana.scarpin picture
    @psi.adriana.scarpin20/02/2019Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Sem dúvida o autor sabe usar as palavras, mas se leva a sério demais (quem diabos usa "Outrossim" hoje em dia?) e é completamente desprovido de humor, característica que considero essencial na boa poesia contemporânea, se não fosse a forma livre eu diria que ele lê parnasianos demais.

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