Nasce, no limiar do século XX, a Semiótica. Ao longo de quarenta anos, um homem, numa assombrosa quietude, havia construído, paciente e criteriosamente, uma ciência, que se tornou um legado para a Humanidade. Este filósofo, chamado Charles Sanders Peirce, até poucas horas antes de sua morte, lutava, na verdade, pela criação da Lógica, com o estatuto da ciência. Sua vida, no entanto, foi uma travessia dialógica consigo mesmo, pois nenhuma Universidade sequer o considerou como lógico e tampouco como filósofo. Não é de se espantar, porém, que só um ser humano capaz de lançar-se numa aventura bem sucedida, rumo ao conhecimento pleno de 2500 anos de cultura filosófica, fosse capaz de conduzir-nos à criação de uma filosofia científica da linguagem: a Semiótica. Charles Peirce não foi um homem de seu próprio tempo, mas foi o homem que desvendou a amplidão científica para todos os tempos.
Elementos de semiótica (Universidades) - comunicação verbal e alfabeto visual
Rubens Brosso
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R. Brosso
R. Brosso nasceu e mora em São Paulo-Capital, Brasil, tem formação em Letras, Semiótica (Mestrado, PUC-SP) e Ciências da Comunicação/Jornalismo (Doutorado, USP-2003). Artista plurimídia, poeta congregado ao Concretismo-Noigandres, bem como à Poesia InterSignos, proposta por Philadelpho Menezes. Artista plástico e ensaista, dedica-se à pesquisa em Arte Contemporânea e Teoria de Poesia. Publicou Língua com Asas: Poímãs (Espaço Acadêmico-2020), Palavra comePalavra: Poesia Axial – 1988-2018 (Saramandaia-2021) e O Grande Nu (Saramandaia-2021). O livro Mamma Mídia: (2007) recebeu nova versão em 2021. Lançou, como ficção erótica, Trapézio do Desejo (Helvetia), a ser traduzido para o francês. O poema Tigres Negros, constante desta Coletânea, sagra e reata vozes dos poetas negros Langston Hughes (1901-1967), Francisco José Tenreiro (1921-1963), Agostinho Neto (1922-1979), Abdias do Nascimento (1914-2011), Solano Trindade (1908-1974), Alda Espírito Santo (1926-2010), Noémia de Sousa (1926-2002), Ijeoma Oluo (1980-) e Upile Chisala.
