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    A Balada do Cálamo -

    Atiq Rahimi

    Estação Liberdade
    2018
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788574482729
    Português Brasileiro
    3.8
    12 avaliações
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    Favoritos0Desejados25Avaliaram12

    Na prosa lírica de A balada do cálamo, o autor e diretor franco-afegão Atiq Rahimi procura dar forma à experiência traumática do exílio, ao mesmo tempo em que relembra sua história de vida e a autodescoberta como artista. Oscilando entre o presente em Paris e o passado errante, o livro mescla memórias a reflexões artísticas, iluminadas por caligrafias e calimorfias (letras antropoformes) do autor. A história de Atiq se desenrola em três palcos principais: a Cabul da infância, onde aprendeu a grafar o alfabeto persa com seu cálamo e vivenciou a prisão e a tortura de seu pai. De lá, a primeira fuga foi para a Índia, cuja rica e sensual cultura causou uma revolução interna no adolescente afegão. Por fim, a França, onde recebeu asilo cultural em 1984 e construiu uma carreira premiada como cineasta e romancista, marcada também por traços autobiográficos — Terra e cinzas ecoa a experiência de sua família na guerra civil do Afeganistão; Syngué sabour foi inspirado pelo assassinato da amiga poeta afegã Nadia Anjuman pelo marido. Esta balada (nome dado a canções narrativas na Idade Média e que em francês significa também passeio) visita estes lugares e tempos reais, mas está centrada no não-lugar do exílio e da lembrança. Em seu autorretrato íntimo, o autor rodopia pelos temas da escrita, do desejo e da guerra, costurando-os com suratas do Alcorão e a poesia sufi, meditações embaladas pelos textos védicos, e diálogos com a arte e a literatura francesa.

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    Ten Books por Cecília Visconti picture
    Ten Books por Cecília Visconti13/09/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Uma autobiografia

    O livro A balada do cálamo é uma espécie de autobiografia do autor e diretor franco-afegão Atiq Rahimi que, a partir de memórias, reflexões e imagens de caligrafias e calimorfias (letras antropoformes), nos revela sua experiência de exílio. De início, conhecemos um pouco da infância do autor no Afeganistão, onde aprendeu a grafar o alfabeto persa com seu cálamo. Em seguida, somos levados à Índia, palco da sua adolescência e descoberta de uma cultura mais ligada e aberta ao erotismo (sensualismo). Por fim, chegamos ao último destino: França, onde Rahimi obteve asilo político. Foi na terra de Victor Hugo que o autor de A balada do cálamo se consagrou como escritor e cineasta. Essa obra foi um tanto diferente para mim. Admito que a forma como o autor escreveu o livro não é a minha favorita, como se estivesse passando para o papel todas as suas reflexões sem a preocupação de ter um fluxo de pensamento. Para exemplificar: muitas vezes o autor negava algo que acabara de dizer, como se tivesse pensado melhor. Isso, para mim, quebra um pouquinho da leitura. Eu me senti muito assim ao tentar ler O apanhador no campo de centeio. Voltando à balada, uma das partes que eu mais gostei foi a da Índia. Foi muito interessante saber um pouquinho mais sobre a cultura desse país, embora tenha sido abordada de forma superficial.  Meu parecer: um quase diário bem interessante, principalmente com relação ao universo da caligrafia e da calimorfia, mas que não satisfez a minha curiosidade com relação à história do autor. Agora eu quero uma biografia! Hehe

    2 curtidas

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    3.8 / 12
    • 5 estrelas17%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas50%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Atiq Rahimi

    Atiq Rahimi é um escritor e cineasta afegão nascido em Cabul, Afeganistão, no ano de 1962. Tem dupla nacionalidade francesa e afegã. Durante a guerra nos anos 80 saiu de seu país, já que estudou em uma escola franco-afegã, refugiou-se na França, onde vive até hoje. Apesar de falar francês fluentemente, escreve em dari, língua falada no norte, noroeste do Afeganistão. Não só é formado em Letras, mas também em cinema, está produzindo um filme de seu primeiro romance publicado, Terra e Cinzas. Existem quatro livros publicados no Brasil, Terra e Cinzas, As Mil Casas do Sonho e do Terror, Syngué sabour - Pedra de paciência e Maldito Seja Dostoiévski, todos pela Editora Estação Liberdade. Foi vencedor do Prêmio Goncourt em 2008 pelo seu livro «Syngué sabour. Pierre de patience» o primeiro escrito em francês.

    15 Livros
    11 Seguidores

    Atiq Rahimi