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    Notas à margem do tempo -

    Marguerite Yourcenar

    Nova Fronteira
    1988
    213 páginas
    7h 6m
    ISBN-10: 8520901131
    Português Brasileiro
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    NOTAS À MARGEM DO TEMPO reúne sete ensaios de Marguerite Yourcenar. Sua reflexão rigorosa e original se debruça sobre as mais variadas manifestações do gênero humano, separadas por muitos séculos de diferença. São comentários estéticos, históricos e críticos, uma análise penetrante escrita na linguagem clara e seca que a consagrou. Sua incrível capacidade ressuscitar o passado é um dos aspectos mais fascinantes deste livro lançado na França na década de 60 por essa escritora belga de nascimento, mas de expressão e cultura francesas. Aqui, Marguerite Yourcenar fala com carinho de algumas de suas maiores paixões, como a Grécia do poeta Kaváfis e a Roma do imperador Adriano, trazendo para mais perto do leitor a cultura chamada "erudita".

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    Marguerite Cleenewerck de Crayencour

    Marguerite Yourcenar, pseudônimo de Marguerite Cleenewerck de Crayencour (anagrama de Yourcenar), foi uma escritora belga de língua francesa. Foi a primeira mulher eleita à Academia Francesa de Letras em 1980, após uma campanha e apoio activos de Jean d'Ormesson, que escreveu o discurso de sua admissão. Foi educada de forma privada e de maneira excepcional: lia Jean Racine com oito anos de idade, e seu pai ensinou-lhe o latim aos oito anos e grego aos doze. Em 1939 mudou-se para os Estados Unidos, onde passou o resto de sua vida, obtendo a cidadania estado-unidense em 1947 e ensinando literatura francesa até 1949. As suas Mémoires d´Hadrien (Memórias de Adriano), de 1951, tornaram-na internacionalmente conhecida. Este sucesso seria confirmado com L'Œuvre au Noir (A Obra em Negro, 1968), uma biografia de um herói do século XVI, chamado Zénon, atraído pelo hermetismo e a ciência. Publicou ainda poemas, ensaios (Sous bénéfice d'inventaire, 1978) e memórias (Archives du Nord, 1977), manifestando uma atracção pela Grécia e pelo misticismo oriental patente em trabalhos como Mishima ou La vision du vide (1981) e Comme l´eau qui coule (1982).

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    Marguerite Cleenewerck de Crayencour