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    Para Ler Sloterdijk -

    Paulo Ghiraldelli

    Via Verita
    2017
    270 páginas
    9h 0m
    ISBN-10: 8564565536
    Português Brasileiro
    3.3
    2 avaliações
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    Partindo de uma descrição minuciosa das várias fases da obra já clássica de Peter Sloterdijk, Paulo Ghiraldelli Junior oferece uma chave de leitura desse que é sem sombra de dúvida um dos pensadores mais criativos da atualidade.

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    André Amorim picture
    André Amorim29/06/2018Resenhou um livro
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    Nunca Estivemos sozinhos...

    Uma menção à edição do livro se faz importante. Essa primeira edição da ViaVerita de: “Para ler Sloterdijk”, tem páginas impressas com alinhamento irregular e muitos erros de impressão/revisão. Os erros gráficos com palavras faltando partes, acentos e afins... chamam bastante a atenção. Embora estes não impeçam a leitura, nem prejudiquem a compreensão, eles podem irritar ou desconcentrar o leitor que “se nota” pensando, - o que houve com a revisão deste livro. No preâmbulo é anunciada a posição que o autor assumirá para abordar Sloterdijk, sem classificá-lo em alguma corrente estabelecida, ou definir os conceitos fundamentais de sua obra - a proposta será contextualizar sua produção. Chamar para uma conversa com Sloterdijk vários autores que possam ser úteis para compor as perspectivas de compreensão. A primeira entrada que Ghiraldelli faz é trazer Derrida a cena, aproximando a leitura que este faz de Platão no livro Khora em passagens como: {“Toda a narrativa sobre a subjetividade [...] é levada adiante por Sloterdijk de um modo que só o leitor que entende Platão, da maneira que Derrida alude [...] pode sentir-se à vontade”} Heidegger é a segunda entrada do autor para comentar a respeito do texto de Sloterdijk regras para o Parque humano, onde aborda o conceito de Clareira(Lichtung) e a crítica ao humanismo. Aqueles que sobreviverem ao preâmbulo e a introdução que, essencialmente, fazem menções esparsas, fugidias, de difícil apreensão, trazendo poucas especificidades, notarão que isso muda nos capítulos seguintes. A parte 1, Arqueologia da intimidade introduz a principal obra de Sloterdijk. Quando Ghiraldelli traz Esferas para conversa, o texto ganha substância, as discussões sobre a subjetividade esferológica concentram os principais pontos da obra do filósofo, poucas páginas introduzem noções importantes como “Não Objetos” de Thomas Macho sustentáculos para noções sloterdijkianas dos gêmeos e das ressonâncias que toma o feto como origem na formação da subjetividade, que é sempre e ao mínimo dual. Nos capítulos seguintes são apresentadas as noções de antropotécnicas (insulação, neotenia, exclusão temporal e transferência) e as condições de elaboração. O segundo capítulo, em especial, é importante para compreender como Sloterdijk compreende a relação mãe-bêbe tão cara a psicanálise freudiana. Há um capítulo muito interessante em que Ghiraldelli articula visões de diferentes autores (Kafka, Adorno e W. Benjamin) a respeito da experiência de Ulisses diante das Sereias, para pensar a “psicoacústica”. Capítulos à frente, ainda na obra esferas, as antropotécnicas darão lugar as egotécnicas e o autor apresentará as relações que Sloterdijk faz com as noções de apartamento e estádio para sustentar as metáforas de existências em esferas convivendo como espumas. Ghirraldelli além de discutir o livro Esferas; aborda, apresenta e correlaciona outras obras de Sloterdijk: O Sol e a Morte - Regras para o Parque Humano - Sin Salvación - A Mobilização Infinita - Morte aparente no Pensamento - O palácio de Cristal - As Loucuras de Deus - Temperamentos filosóficos - O Quinto evangelho de Nietzsche - Ira e tempo - Estrañamento del mundo O autor percorre uma série de referências para pensar a obra de Sloterdijk, é uma autêntica conversa com: Nietzsche, Cioran, Hegel, Heidegger, Durkheim, Agamben, Hannah Arendt, Deleuze, Guattari, Foucault, Debord e até, quem diria... Zizek (dentre outros) Há neste livro também, muito do próprio Ghiraldelli, que tem um estilo narrativo envolvente, uma espécie de prosa/conversa ghiraldelliana. Não há um distanciamento técnico, Ghirraldelli fala de Sloterdijk ao falar de si-mesmo. Ao finalizar a leitura fica a sensação de que a obra de Sloterdijk se baseia em uma premissa fundamental: Nunca estivemos Sozinhos!

    3 curtidas

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    Paulo Ghiraldelli

    Filho e neto de homens de letras, ele adotou a vida intelectual muito jovem, trabalhando em jornais e, depois, em escolas de todo tipo e lugar. Possui uma definição peculiar sobre a função da filosofia que, segundo Ghiraldelli, é a desbanalização do banal. Cursou mestrado e doutorado em filosofia e história da educação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). No final dos anos noventa, desencantado com a vida universitária brasileira, que segundo ele estava cada vez mais restrita e pouco criativa, e extremamente desgostoso com alguns colegas desse meio, o filósofo deixou o país a partir de um convite para ser pesquisador na Nova Zelândia e, depois, nos Estados Unidos. Tornou-se editor no exterior. Ampliou o círculo de amizades e de relações intelectuais que propiciaram criar um canal de publicações sobre o pragmatismo no Brasil, bem como levar a nossa filosofia e a nossa filosofia da educação para lugares onde praticamente desconheciam o Brasil.

    50 Livros
    25 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Paulo Ghiraldelli