Infinito Sobre O Peito (1 #1) -

    Ana Paula Olivier

    Penalux
    2018
    82 páginas
    2h 44m
    ISBN-13: 9788558332910
    Português Brasileiro

    A poesia de Ana Paula Olivier é altamente musical, os músicos como Bach são trazidos pelos acordos da sonoridade de suas palavras, pois conforme afirma Ana Paula onde existe música há amor, “Balada de Chopin / no quarto aceso. Alguém não morre / mais / exercita o amor / sobre o tempo”. Os poemas são curtos e sintéticos, porém abrangem uma variedade de tempos, o abrigo encontrado no silêncio, a necessidade da música que escoa consoante ao interior do eu-lírico. O amor, assim como a música exprime-se nos versos de Ana, com a poeta trazendo as expressões do sexo na singeleza das palavras. Embora como escritora, Ana acredite na importância das palavras, paradoxalmente o silêncio é exaltado por aquilo que guarda, aconchegando silêncios, seja no mistério guardado na própria natureza, como a existência de exuberantes flores caladas até mesmo no corpo que pulsa guardando verdades que não se pronunciam.“Infinito sobre o Peito” é minimalista na técnica de repetir sentimentos e emoções com palavras e frases similares, no entanto, não idênticas, visto a graduação lenta com a qual se modificam, como se assim pudessem lentamente ir prendendo o leitor para o profundo do seu lirismo.

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    Beca Folgueira picture
    Beca Folgueira03/07/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    infinito sobre o peito

    Sempre que acho que estou pegando o jeito com a poesia, vem um livro e me diz: Pera aí Beca, você ter certeza disso? Nem preciso dizer que não, né? Infinito sobre o peito retrada a sexualidade da mulher, a beleza e as nuancias do corpo da mulher e de ser mulher. Os desejos, carícias, afagos e afetos são retratados quase sempre de uma maneira sutil, bem poética, que para leigas como eu, numa primeira leitura não fica tão claro assim. Durante a leitura, lembrei muito da época de colégio e das aulas de literatura que tínhamos que interpretar os poemas. De certa forma esse livro me fez recordar aqueles destrinchamentos de poemas, rimas e significados. A Ana Paula criou não só poesia, mas a música através das palavras o que tornou para mim um balé visual. Como não tenho mais palavras para descrever esse livro, uso as de Pablo Capistrano sobe essa obra, Poesia é algo feminino. É um truque, uma dissimulação, um dizer sem dizer, um aponta para o território vasto e inexplorado.

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