O núcleo poético, nacional e internacional, fez-se, faz-se e se fará. Existem em cada canto, como perola rara, um alguém que “se esconde no meio do verbo”, este ser chamado poeta. Na obra de Luiz, adorna-se a figura de tal versista, nas suas páginas tomadas feito objeto palimpsesto. Com origem grega, a palavra palimpsesto refere-se aos objetos raspados com o intuito de se retirar o conteúdo escrito das suas páginas, para assim, recriar-se novamente um texto, uma obra. Retomando as primeiras palavras ditas acima, percebe-se nas três partes do livro de Luiz Oliani o retomar de escritos, de formas, estruturas, e palavras de consagrados escritores. Como diz o escritor Diego Souza, “Luiz se apropria das palavras de outros poetas, não só para homenageá-los, mas para libertá-los daquele sentido único, daquela visão gasta”. As referências a vozes de escritores alcançam extremos longínquos, como quando se fala de Drummond ou Kafka, mas também demonstra proatividade e atualidade, ao inovar trazendo as vozes de poetas modernos, como Alexandra Vieira. Após vagar nas memórias, as quais são percebidas como instrumentos para “guardar o mundo”, o autor finca-se no solo fervoroso do contemporâneo, passando pelos mais atuais poetas brasileiros, até chegar, ao final desta movimentação, à simbologia da Água, com poemas potenciais transformadores, os quais permitem a ressurreição da criatividade e da imaginação com suas inéditas poesias.
Palimpsestos, Outras Vozes e Águas -
Luiz Otávio Oliani
Penalux
2018
106 páginas
3h 32m
ISBN-13: 9788558333788
Português Brasileiro
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