Revista Veja Nº 650 - 18 de Fevereiro de 1981 - A reação dos militares

    não informado

    Abril
    1981
    84 páginas
    2h 48m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Alguns destaques: # Capa - Um duro aviso foi dado pelo Ministro do Exército e seus pares: as forças armadas sabem até onde vai a abertura. # Internacional - A Polônia vai tentando sair do caos, agora com os militares. # Educação - Como se educam nossas crianças? # Música - Está chegando o new wave, que tem agitado a música e o comportamento nos EUA e Europa. # Economia e Negócios - Na ponta do lápis: Antunes vai ao encontro de Ludwig acertar os ponteiros e Delfim torce pela compra.

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    R .29/06/2018Resenhou um livro
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    Antunes vai ao encontro de Ludwig acertar os ponteiros e Delfim torce pela compra.

    Em 1981 a revista Veja acompanhou o andamento das negociações entre Ludwig e Antunes na venda do Projeto Jari. Certamente, material valoroso para pesquisadores do tema, por isso divulgo. Nessa reportagem, publicada uma semana depois da informação de venda (que a revista credencia como comunicado pioneiro nos meios de comunicação), o destaque está em alguns personagens envolvidos: Augusto Antunes (por sua fama lendária no empresariado brasileiro com a ICOMI, estabelecido na liderança do grupo comprador), Delfim Netto (então Ministro do Planejamento no Governo Figueiredo) e Robero Gama e Silva (encarregado do Conselho de Segurança Nacional no Alto-Amazonas). Uma breve visão sobre estes revela fatos interessantes na compreensão do Projeto Jari. Antunes era amigo de Ludwig e a negociação é abordada como conversa informal entre eles. Interessante a exposição de alguns fatos que o destacaram como empresário, referentes a Guerra Fria. A URSS, através de Nikita Kruschev, suspendeu o fornecimento de manganês para o mercado americano (fazendo com que os EUA procurasse novas fontes e, em prazo curto, estabelecesse parceria com Antunes através da empresa Bethlehen Steel, para exploração do minério no Amapá); e o Egito, através de Gamal Abdel Nasser, fechou e dominou o Canal de Suez em 1956, fazendo com que o preço do manganês saltasse. Pontos que contribuíram para o enriquecimento e sucesso de Antunes na ICOMI. Delfim Netto, Ministro do Planejamento, é mostrado como orquestrador da compra da Jari e o texto mostra uma frase sua interessante para entender o fracasso de Ludwig: "O Jari é uma coisa tão extraordinária que, se fosse realizado na Malásia, por exemplo, as terras seriam dadas de graça". Oras, então porque o governo fez uma política de oposição e pouca parceria? Se fizermos uma pesquisa do porque Ludwig vir para a Amazônia desenvolver projeto, que planejava desenvolver em outra região do planeta, vamos perceber que foi atraído por uma série de seduções e promessas do governo militar (posicionamentos que não se confirmaram no desenrolar e, na falta, potencializaram o colapso da empresa). Roberto Gama e Silva, como exemplo da oposição. Entre as dificuldades da Jari, a regularização de terras. Gama embargou exploração em regiões que Ludwig reivindicava para a empresa e era um dos principais opositores como representante da Segurança Nacional. Enfim, mais um texto oportuno para as pesquisas, publicado na Veja 650, de 18 de Fevereiro de 1981.

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