O primeiro lido do ano é Black Beauty, um romance clássico infantojuvenil da literatura britânica, publicado em 1877 e escrito por Anna Sewell. A versão que eu li é em língua inglesa e também é uma edição resumida da obra. Esta edição da editora Oxford Bookworms Library tem apenas 13 capítulos enquanto a história original tem 40. A história é narrada na primeira pessoa como um livro de memórias autobiográfico contado pelo cavalo chamado Black Beauty. Ele começa narrando seus dias despreocupados da infância, quando ele era um simples potro morando em uma fazenda com sua mãe, até que ele cresce e a vida vai mudando drasticamente. Separado já muito novo de sua mãe, Black Beauty passa por diversos donos, até chegar à difícil fase de sua vida em que agora ele trabalha puxando carruagens em Londres. Ao longo do caminho, ele encontra muitas dificuldades e relata muitos atos de crueldade, tanto consigo mesmo quanto com sua amiga, a égua Ginger. Apesar de ele ter cruzado o caminho com muitos seres humanos cruéis, ele também encontrou seres humanos bons e acolhedores, que se importam não só consigo mesmo, mas também com os animais. Como é um livro que se passa na Inglaterra do Século XIX, a autora nos chama a atenção para como os animais eram tratados naquela época, nos alertando para os danos causados pelos maus tratos a esses animais, como a má alimentação e a violência física, assim como a exploração dos cavalos como meio de transporte da época, expondo-os à falta de descanso e utilização de rédeas curtas, o que causa dificuldade extrema para os animais respirarem. A leitura é fácil e tranquila. É uma leitura que encanta pessoas de todas as idades. Um livro que nos faz ficar tristes, indignados e até um pouco felizes. Simples, mas muito emocionante. Recomendo a leitura! O filme ganhou uma adaptação ano passado pela Disney+, mas também há uma outra adaptação, de 1994.

