Hamlet é a mais fascinante peça shakespereana, segundo a tradutora Bárbara Heliodora.
Difícil discordar, pois a trama e as falas são extraordinariamente elaboradas.
O leitor/espectador seguirá os passos do príncipe dinamarquês, que é instado pelo fantasma do pai a executar uma terrível vendetta e decide fingir-se de louco, enquanto pondera e planeja suas ações.
Uma tragédia carregada de introspecção e "existencialismo", que lança no ar questões filosóficas sobre vida e morte, sanidade e loucura, justiça e vingança.
Com Hamlet, compreende-se que a existência humana é um feixe de eternas contradições, nem sempre sendo possível delinear as fronteiras que separam a virtude da vilania.
Alguns pontos altos: diálogo entre Hamlet e o fantasma (ato I, cena V); suposta loucura do príncipe diante de sua amada (ato III, cena I); reflexão sobre a morte (ato V, cena I); encontro final do príncipe com seus adversários (ato V, cena II).
Integrante da fase madura do Bardo inglês, essa é sua mais longa peça e, não à toa, a mais encenada, fascinando plateias desde o século XVII!
"O tempo é de terror. Maldito fado
Ter eu de consertar o que é errado".
(Ato I, cena IV)
@jpdark6