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    Cinema 1: A imagem-movimento -

    Gilles Deleuze

    Editora 34
    2018
    344 páginas
    11h 28m
    ISBN-13: 9788573267105
    Português Brasileiro
    4.5
    15 avaliações
    Leram31Lendo11Querem136Relendo1Abandonos2Resenhas2
    Favoritos1Desejados136Avaliaram15

    A filosofia francesa sempre deu contribuições notáveis para a reflexão estética. Se Merleau-Ponty modificou nossa visão da pintura de Cézanne, e Sartre nosso entendimento da literatura de Flaubert, Gilles Deleuze realiza nos dois volumes que dedicou ao cinema o mais impressionante esforço filosófico para a compreensão da arte por excelência do século XX. Em Cinema 1 ― A imagem-movimento, Deleuze cria novos conceitos a partir das ideias pioneiras de Bergson e da semiótica de Pierce. A argumentação, porém, nunca perde de vista o específico das escolas e dos estilos cinematográficos e, sobretudo, os filmes eles próprios. O arco de diretores é amplo e reúne gigantes como Chaplin, Eisenstein, Ford, Bergman e Hitchcock, passando por expoentes da vanguarda como Viértov e Michael Snow. Neste panorama, a erudição apaixonada de cinéfilo é potencializada por análises que, em seu conjunto, se apoiam no que de melhor produziu a crítica cinematográfica francesa, veiculada notadamente em revistas como os Cahiers du Cinéma e em monografias que se tornaram clássicas. Com este livro, a que se segue Cinema 2 ― A imagem-tempo, Deleuze faz do cinema uma forma de pensamento, renovando nossa experiência diante da tela.

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    Vitu Maya picture
    Vitu Maya11/05/2025Resenhou um livro
    0

    Lia esse livro, junto da teoria geral do cinema, e é difícil explicar como Deleuze consegue exprimir as diferentes formas de se ver, fazer e mostrar um filme

    3 curtidas

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    Avaliações

    4.5 / 15
    • 5 estrelas53%
    • 4 estrelas40%
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    Gilles Deleuze profile picture

    Gilles Deleuze

    O trabalho de Deleuze se divide em dois grupos: por um lado, monografias interpretando filósofos modernos (Spinoza, Leibniz, Hume, Kant, Nietzsche, Bergson, Foucault) e por outro, interpretando obras de artistas (Proust, Kafka, Francis Bacon, este último o pintor moderno, não o filósofo renascentista); por outro lado, temas filosóficos ecléticos centrado na produção de conceitos como diferença, sentido, evento, rizoma, etc. O filósofo do Corpo-sem-Órgãos (figura estética de Antonin Artaud, retomada como conceito filosófico por Deleuze em parceria com Félix Guattari). Para ele, O ofício do filósofo é inventar conceitos. Assim como Nietzsche cria a personagem-conceito de Zaratustra, Deleuze afirma em L'abécédaire, entrevista dada a Claire Parnet, ter criado com Félix Guattari o conceito de ritornelo - refrão, forma de reterritorialização (povoamento), e desterritorializaçao. Uma filosofia da imanência, dos diagramas, dos acontecimentos. As principais influências filosóficas terão sido Nietzsche, Henri Bergson e Spinoza. Uma das grandes contribuições de Deleuze foi ter se utilizado do cinema para expor sua forma de pensamento, através dos conceitos de cinema-movimento e cinema-tempo. Deleuze foi um dos filósofos que teorizou as instâncias do atual e do virtual (já elaboradas por outros pensadores), construindo um olhar sobre o mundo a partir das possibilidades: "Um pouco de possível, senão sufoco"

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    Gilles Deleuze