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    Acender uma Fogueira -

    Chabouté

    Norma Editorial
    2018
    66 páginas
    2h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.7
    43 avaliações
    Leram65Lendo1Querem18Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos2Desejados18Avaliaram43

    Um homem, um cão, uma extensão de neve, o frio cortante; em Acender uma Fogueira não é difícil encontrar todos os ingredientes das histórias mais “clássicas” de Jack London, aquelas que mais contribuíram para construir a imagem literária do escritor. Neste caso, porém, a ambientação nos territórios inóspitos do Yukon, nos tempos da corrida do ouro desencadeada pela descoberta de fabulosas jazidas naquela região, é talvez menos relevante do que poderia parecer à primeira vista. Sem dúvida, o conto descreve uma cadeia de eventos que se desenvolvem num ambiente natural delineado com extraordinária eficácia (graças também ao fato de London, como se sabe, ter experimentado a vida no Yukon pessoalmente). Mas é indubitável que o escritor pretende aqui representar, por meio de uma história particular, alguma coisa universal, uma manifestação paradigmática da contraposição entre o homem e a natureza. Esse tema, na realidade, é recorrente em boa parte da produção de London, mas o resultado alcançado pelo autor em Acender uma Fogueira é particularmente convincente, talvez porque se trate de uma escrita muito mais enxuta, onde a narração, levando ao extremo certa tendência própria do naturalismo literário, é reduzida quase exclusivamente a um frio relato dos fatos. Os protagonistas do conto são um homem, de quem não sabe quase nada, exceto que se trata de um chechaquo, isto é, um novato no inverno do extremo norte, e seu cão, um husky guiado pelo puro instinto e bem mais “eficiente” que o dono na adoção de estratégias de sobrevivência. O cão não é aqui um verdadeiro companheiro do homem, e sim uma extensão de sua grande antagonista, isto é, a natureza; e como esta, também o cão se mostra um tanto indiferente ao destino do homem.

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    Resenhas (3)Ver mais
    natália picture
    natália14/03/2025Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Acender Uma Fogueira

    É uma história curta, que aborda a luta pela sobrevivência e o desespero humano diante das adversidades Tem um tom melancólico, uma atmosfera densa e introspectiva. A narrativa é sem diálogos, o que faz com que sejamos levados a observar com mais atenção cada gesto e cada movimento dos personagens. A história gira em torno de um homem atravessando uma densa nevasca para chegar em um acampamento de mineração, nesse caminho, ele tenta fazer fogo para sobreviver. O fogo se torna não apenas uma necessidade física, mas também uma representação das lutas internas do personagem.O ato de tentar acender o fogo pode ser interpretado como uma metáfora da luta do homem contra a natureza, contra a solidão e até contra si mesmo. É uma história bem visceral. A arte é detalhada, com uma utilização muito expressiva do preto e branco. O traço do Chabouté é simples, mas repleto de emoção. Especialmente nas cenas que envolvem o fogo, que se torna um símbolo de resistência e esperança, mas também de destruição e perigo. Como fã do Chabouté, sou até suspeita pra falar que recomendo.

    13 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 43
    • 5 estrelas16%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas5%
    Christophe Chabouté profile picture

    Christophe Chabouté

    Christophe Chabouté, nascido em 08 de fevereiro de 1967, é de origem alsaciana. Frequentou os cursos de Belas Artes em Angoulême e Estrasburgo. A editora Vents d'Ouest publicou suas primeiras obras em 1993 em Les Récits, um álbum coletivo sobre Arthur Rimbaud.[1] Porém ficou mais conhecido em 1998 através da publicação de Sorcières, pela Éditions Le Téméraire (premiado no Illzach Festival) e Quelques jours d'été (Festival de Angoulême). Ele também ilustrou romances para jovens. Seu trabalho Tout seul, ainda sem tradução para o português, é considerado sua obra-prima. Algumas de suas obras foram traduzidas no Brasil, pela editora - Pipoca & Nanquim, que fizeram um grande trabalho na obra de Chabouté, que é uma verdadeira obra de arte. Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Christophe_Chabout%C3%A9 Fonte:https://pipocaenanquim.com.br/

    36 Livros
    69 Seguidores

    Christophe Chabouté