Conto infantil tradicional, adaptado para pequenos leitores, com ilustrações primorosas Conto infantil tradicional, adaptado para pequenos leitores, com ilustrações primorosas.
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Primeiramente quero destacar algumas correntes filosóficas sobre a natureza do homem. "O homem nasce como se fosse uma folha em branco e a experiência, a tinta que preenche as “páginas” da vida." - Locke (John Locke, Essay Concerning Human Understanding. 1690). "O homem é mau por natureza, a menos que precise ser bom." - Nicolau Maquiavel (Nicolau Maquiavel, O Príncipe. 1513). "O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe" - Rousseau Carl Rogers, na mesma direção, é o sucessor de Rousseau (que observa) que todo homem vem da mão de seu Criador como um ser perfeito. Este esplendor primordial é corrompido, disse Rousseau, por uma sociedade imperfeita. (Jean-Jacques Rousseau, Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade Entre os Homens. 1755). "O homem é um macaco cego, robusto e irracional, que carrega um macaco aleijado que enxerga." - Arthur Schopenhauer (Arthur Schopenhauer, O Mundo Como Vontade e Representação. 1819). E a última que pretendo destacar, na qual eu também compartilho do mesmo pensamento é de que o homem é mau por natureza: "A natureza humana é má. O homem é mau" - Hobbes. [...] No estado natural, embora alguns homens possam ser mais fortes ou mais inteligentes do que outros, nenhum se ergue tão acima dos demais de forma a estar isento do medo de que outro homem lhe possa fazer mal. “O homem é lobo do homem, em guerra de todos contra todos”. O homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que devido a tais instintos é capaz de fazer qualquer coisa. Segundo Thomas Hobbes, os homens podem todas as coisas e, para tanto, utilizam-se de todos os meios para atingi-las. Conforme esse autor, os homens são maus por natureza (o homem é o lobo do próprio homem), pois possuem um poder de violência ilimitado. E a sociedade tem o papel de educá-lo, de humanizá-lo, de torná-lo sociável. Pois “A natureza humana para Hobbes é má. O homem é mau”. Tanto o pensamento do Locke, de que o homem é como uma folha em branco, e o de Rousseau, de que o homem é bom por natureza, mas é a sociedade que o corrompe, fica a indagação de como é formada uma sociedade, senão por um aglomerado/conjunto de indivíduos (seres humanos), e se todos os homens são bons, como essa sociedade se tornou algo ruim para ter o poder de corromper os demais. Levando em consideração o pensamento do Locke de que são as nossas experiências, a tinta que vão preenchendo às páginas da nossa vida, e partindo do pressuposto de que todos nós somos donos da nossa própria história e que temos o pincel em nossas mãos e que pintamos o que quisermos, como começamos a pintar coisas ruins, da qual não nos orgulhamos e que se pudéssemos, apagaríamos de nossas vidas, de tal forma que nós não quereríamos nenhum resquício ou vestígio de que um dia estivera ali. Esse livro me deixou bastante reflexiva, e no decorrer das páginas me recordei de uma pregação reformada em que o pastor disse sobre a depravação do homem e da sua natureza depois da queda: "Deixe-me dar um exemplo: Hitler. Você acha que ele era uma anomalia? Você acha que ele era um fenômeno? Uma pessoa rara, diferente da sociedade? Tem algo que você precisa aprender sobre Teologia: Tem uma graça comum que restringe todo o mundo, e se você não é como Hitler, é só por causa da graça de Deus que restringe você, e se Deus puxasse esse “freio” de você, você ia fazer com que Hitler parecesse um mocinho de coral. Você está entendendo o que eu estou dizendo? Ele não era uma anomalia, ele era um reflexo do que todos nós somos, a não ser que Deus restrinja a maldade do homem. Essas são verdades que ninguém quer ouvir, e são verdades que pregadores não querem pregar, mas são necessárias. Elas são as Escrituras!" "à parte da graça restringidora de Deus, isto permearia o mundo e nós seríamos destruídos!" Quotes 📚✍🏻❤️ O fantasma de um pecado antigo, o câncer de alguma vergonha oculta, o castigo que chega em passos mancos e lentos, anos depois, quando a memória esqueceu o erro e o amor próprio já perdoou a culpa.” Sua história era quase irrepreensível; poucas pessoas podiam revisitar os tomos da própria vida com tão pouca apreensão; mesmo assim, ele se flagelava pelas coisas ruins que fizera, para depois se alçar a uma gratidão sóbria e destemida por todas as coisas ruins que quase fizera, mas resistira.










