Que livro lindo, tocante e sensível.
Foi o primeiro livro que eu li relacionado a Síria e essa mudança completa de cenário, e a gente vai ver tudo isso na perspectiva de uma menina, não lembro ao certo a idade mas acredito que por volta de seus 12 anos, vamos ver todos os seus medos, pensamentos e a forma como ela tem que lidar com esse ambiente totalmente novo e infelizmente também com situações de ódio que ela nunca tinha presenciado. Vamos ver Jude passando por várias situações de preconceito e xenofobia, e é muito doloroso ver o pensamento dela enquanto toda essas coisas acontecem, ela não consegue entender o porquê de ela ser tão odiada por outros, simplesmente por ser de outro lugar.
Amei a autora ter feito o livro em versos, em alguns momentos parecia que a frase se quebrava pra outra linha no momento e na palavra certa para dar ênfase no que a Jude estava sentindo ou em como aquela situação era marcante. Achei muito linda a relação dela com o irmão, que também foi um personagem muito bem desenvolvido. E também é lindo como pouco a pouco a Jude vai conseguindo ver como é possível ser parte de um novo lugar.
Esse livro me lembrou muito " Extraordinário", tanto por ter esse assunto sobre bullying e preconceito, por ser um livro infanto-juvenil e também por não se aprofundar muito naquilo mas mesmo assim você conseguir sentir cada palavra, você consegue entender cada fala preconceituosa e cada aviso, que a protagonista por ser muito nova ainda não entende, e você sente pena dela e orgulho ao mesmo tempo.
Achei uma leitura sensacional, e pra mim foi um primeiro contato excelente que eu tive com esse assunto, recomendo muito a leitura.
Eu fiz várias marcações nesse livro não da pra colocar todas kkkk mas as principais:
"I am a Middle Eastern girl.
A Syrian girl.
A Muslim girl.
Americans love labels.
They help them know what to expect.
Sometimes, though,
I think labels stop them from
thinking"
"She tells me Americans expect bombs to go off in
Lebanon
in Pakistan
in my beloved Syria,
but not in France,
Britain,
Canada"
"I cover my head
not because I am ashamed
forced
or hiding.
But because I am
proud
and want to seen
as I am."