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    Glória -

    Victor Heringer

    Companhia das Letras
    2018
    296 páginas
    9h 52m
    ISBN-13: 9788535931501
    Português Brasileiro
    4.1
    317 avaliações
    Leram449Lendo23Querem441Relendo0Abandonos12Resenhas33
    Favoritos35Desejados441Avaliaram317

    A crônica de uma família no Rio de Janeiro que compartilha o humor particular e o desgosto genético. Glória conta a história dos Alencar Costa e Oliveira, uma "família de doentes imaginários". Eles se comunicam com chistes, tiradas, diálogos zombeteiros. Falam o oposto do que querem dizer ou repetem as mesmas frases até que passem a ter outro sentido. Neste caso, o bordão oficial da casa quando algo dá errado – a comida queima no forno, os filhos não param quietos – é "Deus é, era, gago". Serve, como se vê, para quase todas as situações. Além do humor idiossincrático, os Alencar Costa e Oliveira têm outra característica em comum. Ninguém da linhagem morre de doença ou de acidente. A melancolia aguda, fatalidade que se repete de geração em geração, é a maldição que paira sobre o sobrenome. Esta talvez seja a única tradição da família: a causa do óbito, invariavelmente, é o desgosto. Com erudição, graça e inventividade, Victor Heringer traça o destino de três irmãos – Daniel, Abel e Benjamin –, misturando referências literárias e notas de rodapé improváveis. Neste livro nonsense e engenhoso, o estilo à la Machado de Assis se funde ao cotidiano carioca do século XXI, quando as formigas invadem o bairro da Glória e os personagens frequentam uma sala de bate-papo virtual em que a palavra de ordem é a ironia.

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    Resenhas (33)Ver mais
    Rafael Canal picture
    Rafael Canal20/08/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Eu entendo quem o odiou e entendo quem o amou

    Eu entendo quem deu nota máxima e quem deu nota mínima para o livro. A obra em fluxo de memória é praticamente um monólogo, uma prolaxia, uma verborragia. O autor ao contar a história da família tenta buscar caminhando pelo escrita a epifania. E este é o charme da obra. Não a nada de errado em escrever uma história e nela não existir um ideia que a releve ao patamar de brilhante. É nesse cotidiano em que tudo parece besteira e morno, em que personagens ficcionais buscam aquela meta de vida, que os coloca na Glória para se sentirem estupidamente eternos, que é o ponto alto da obra. A sensação ao lê-lo é de ambiguidade. É um livro difícil, mas não é. Fala muito e fala pouco. Enrola e é direto. É a ficção beirando a realidade e é por isso que o autor encontra, sabe-se lá se foi de propósito ou não, a genialidade no banal.

    21 curtidas

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    4.1 / 317
    • 5 estrelas34%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas2%
    Victor Doblas Heringer profile picture

    Victor Doblas Heringer

    Victor Heringer nasceu em 1988, no Rio de Janeiro. O poeta é autor de duas plaquetes de poesia, <i>Quando você foi árvore</i> (2010) e <i>canção do sumidouro</i> (2010). Seu primeiro livro foi publicado em 2011, intitulado <i>Automatógrafo</i> (2011), seguido do romance <i>Glória</i> (2012), pelo qual recebeu o Prêmio Jabuti em 2013. Publicou o seu último romance <i>O amor dos homens avulsos</i> (2016), que o tornou finalista do Prêmio Oceanos, do Prêmio Rio de Literatura e do Prêmio São Paulo de Literatura em 2017. Suicidou-se em 2018, em Copacabana, aos 29 anos.

    10 Livros
    69 Seguidores
    RJ, Brasil

    Victor Doblas Heringer