What You Have Heard Is True - A Memoir of Witness and Resistance

    Carolyn Forché

    Penguin Press
    2019
    400 páginas
    13h 20m
    ISBN-10: 0525560378

    What You Have Heard is True is a devastating, lyrical, and visionary memoir about a young woman's brave choice to engage with horror in order to help others. Written by one of the most gifted poets of her generation, this is the story of a woman's radical act of empathy, and her fateful encounter with an intriguing man who changes the course of her life. She is twenty-seven when the mysterious stranger appears on her doorstep. The relative of a friend, he is a charming polymath with a mind as seemingly disordered as it is brilliant. She's heard rumors from her friend about who he might be: a lone wolf, a communist, a CIA operative, a sharpshooter, a revolutionary, a small coffee farmer, but according to her, no one seemed to know for certain. He has driven from El Salvador to invite Forché to visit and learn about his country. Captivated for reasons she doesn't fully understand, she accepts and becomes enmeshed in something beyond her comprehension. Together they meet with high-ranking military officers, impoverished farm workers, and clergy desperately trying to assist the poor and keep the peace. These encounters are a part of his plan to educate her, but also to learn for himself just how close the country is to war. As priests and farm-workers are murdered and protest marches attacked, he is determined to save his country, and Forché is swept up in his work and in the lives of his friends. Pursued by death squads and sheltering in safe houses, the two forge a rich friendship, as she attempts to make sense of what she's experiencing and establish a moral foothold amidst profound suffering. This is the powerful story of a poet's experience in a country on the verge of war, and a journey toward social conscience in a perilous time.

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    Berttoni Licarião03/11/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    What you have heard is true [2019] Carolyn Forché (SP, 1980-) Penguin Press, 2019, 390 p. 📖 Uma colega aqui da Brown, secretária no Department of Portuguese and Brazilian Studies, me emprestou esse livro ao descobrir que minha tese gira em torno das relações entre trauma, ditadura e literatura. Como livro emprestado é amizade empenhada, pus-me a ler este relato de guerra da poeta Carolyn Forché. Um livro pesado, pesadíssimo, que era tudo o que eu não devia estar lendo neste momento já tão cheio de torturas e arbitrariedades e impunidades passadas e presentes. Ainda assim, um livro que você nunca ouviu falar emprestado por alguém que você acaba de conhecer num país estrangeiro tem uma carga muito forte de serendipidade para ser simplesmente ignorado. 📖 Forché é estadunidense e tornou-se conhecida e celebrada nos EUA por seus livros de poemas (não os li, tampouco foram publicados no Brasil). Nestas memórias, escritas ao longo de 15 anos, a autora constrói um cuidadoso relato sobre a vida em meio à turbulenta guerra civil em El Salvador na década de 1970 (não surpreendentemente patrocinada por e com intervenção dos EUA). Ainda que grande parte não tenha sido escrita no calor do momento, o relato em retrospecto de Forché consegue transmitir o choque cultural, o mergulho num processo histórico incompreensível, os desdobramentos de uma guerra feita de encontros e medidas desesperadas, vilas arrasadas e vidas destruídas. 📖 A certa altura, a autora nos presenteia com versos do poeta argentino Antonio Porchia [1885-1968], “Qué te he dado, lo sé. Qué has recebido, no lo sé” (“O que te dei, eu conheço. O que recebestes, não sei o que é”), cujo poder de síntese explica não apenas a relação de Forché com o mundo e as pessoas ao seu redor, mas o próprio sentido da produção literária diante da miséria, do desaparecimento político, da arbitrariedade e da truculência autoritária. É verdade que estas são memórias de resistência, mas o excesso de dor quase desbanca todo o resto. Em pleno exercício do desassossego, Forché testemunha e nós, leitores, somos transformados.

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