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    O Mundo somos nós (Horizonte Pedagógico) -

    Jiddu Krishnamurti

    Livros Horizonte
    1985
    170 páginas
    5h 40m
    ISBN-13: 9789722400053
    Português
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    Jiddu Krishnamurti (1895-1986) é considerado por muitos que o conheceram e escutaram – entre os quais escritores, filósofos e cientistas eminentes – como um dos grandes pensadores do séc. XX, tendo sempre recusado ser olhado como uma autoridade ou um guru em questões religiosas. Em questões desta natureza, apelava continuamente para a necessidade do autoconhecimento, afirmando: «Cada um é, para si mesmo, o mestre e o discípulo». Filósofo e educador, dedicou a sua longa vida a tentar captar a atenção dos seus ouvintes e leitores para a urgência de uma mudança interior como meio de criação de uma sociedade diferente. Em mais de sessenta obras, a maior parte publicada nas principais línguas do mundo, Krishnamurti realiza uma pesquisa essencial, indo à raiz dos problemas humanos – a mente do homem. A Educação foi sempre uma das preocupações de J. Krishnamurti. Fundou escolas em diferentes partes do mundo onde crianças, jovens e adultos aprendem, juntos, a viver um quotidiano baseado na compreensão da sua relação com o mundo e com os outros seres humanos, no sentido de um real descondicionamento psicológico e tendo como objectivo último o florescimento interior. Segundo as suas próprias palavras: «Estou apenas a ser como um espelho da vossa vida, no qual podeis ver-vos como sois. Depois, podeis deitar fora o espelho; o espelho não é importante.» Krishnamurti apresenta um desafio — só uma mutação a nível da mente poderá dar resposta à crise do mundo, submetido a pressões e forças destruidoras, geradas pelo próprio homem. «Criámos esta sociedade e ela condiciona-nos. As nossas mentes são deformadas e pesadamente condicionadas por uma moralidade que não é moral; a moralidade da sociedade é imoralidade, porque a sociedade admite e estimula a ambição, a violência, a competição, a avidez, etc., que são essencialmente imorais.» «Precisamos de mudar completamente; isso é a maior das revoluções — não é atirar bombas para nos matarmos uns aos outros.» As revoluções violentas são fruto da confusão em que se encontra o ser humano, provocando mais violência ainda. «Tem de haver uma revolução radical interior, uma mutação psicológica total... É essa a revolução interior, psicológica, de que nasce imediatamente uma revolução exterior.»

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