A última novela escrita por Christa Wolf conta a história do menino Augusto, que perdeu seus pais na guerra e passa três estações de um ano em um hospital na zona de ocupação soviética, no estado de Mecklemburgo, nordeste da Alemanha. Lá, ele encontr a Lilo, uma adolescente que ajudava a tomar conta dos pacientes mais novos.
Augusto -
Christa Wolf
Edições (1)
Ver maisUm conto bonito sem grandes pretensões
esta autora apareceu para mim na internet e ao pesquisar um pouco sobre ela descobri que viveu e escreveu na Alemanha Oriental e isso me deixou muito curioso em saber se a existência do muro de Berlim tinha criado alguma diferenciação nesta literatura. Após a derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial em 1945, Christa Wolf mudou-se com familiares para a comunista Alemanha Oriental. Militou no Partido Socialista da RDA. Durante a Guerra Fria, opôs-se ao governo da RDA, mantendo-se fiel ao marxismo. Arquivos da Stasi encontrados em 1993 mostraram que ela trabalhou como informante durante anos e mais a frente opôs-se à reunificação alemã. Com este curriculum, confesso que me interessei em conhecer sua obra, mas infelizmente o texto que encontrei para conhecê-la não me trouxe o impacto esperado. Augusto é o protagonista deste conto de 40 páginas. Perdeu sua família na guerra e passa a ser criado em um hospital mantido pela União Soviética no norte da Alemanha em um local que fora um antigo castelo da nobreza. A maioria das pessoas que estão ali são vítimas de tuberculose e é ali, vivendo e ajudando as enfermeiras, que ele conhece seu primeiro amor, uma das pacientes chamada Lille. Lille consegue ir melhorando de sua doença, mas nem todas as crianças que convivem com eles tem esta mesma sorte, criando um clima extremamente melancólico no lugar, com crianças aprendendo a conviver com a morte. O livro mostra a dificuldade existente no período para realizar os tratamentos, principalmente devido ao impacto econômico trazido pela guerra. Os funcionários eram escassos e em muitos casos os pacientes ajudavam na manutenção do local. Em paralelo a isso, conhecemos Augusto no presente. Hoje ele é um motorista de ônibus e está lembrando sua história enquanto traz de volta para a Alemanha turistas que foram conhecer Praga. Depois do orfanato ele teve diversos subempregos até ter a chance de aprender a dirigir caminhões. No fim, achei somente um livro morno e ainda não foi desta vez que consegui conhecer o real impacto do muro de Berlim na vida daqueles que ficaram do lado comunista do muro.
Estatísticas
Avaliações
3.4 / 9- 5 estrelas11%
- 4 estrelas22%
- 3 estrelas56%
- 2 estrelas11%
- 1 estrelas0%

