Our hero, Arky Levin, has reached a creative dead end. An unexpected separation from his wife was meant to leave him with the space he needs to work composing film scores, but it has provided none of the peace of mind he needs to create. Guilty and restless, almost by chance he stumbles upon an art exhibit that will change his life. Based on a real piece of performance art that took place in 2010, the installation that the fictional Arky Levin discovers is inexplicably powerful. Visitors to the Museum of Modern Art sit across a table from the performance artist Marina Abramović, for as short or long a period of time as they choose. Although some go in skeptical, almost all leave moved. And the participants are not the only ones to find themselves changed by this unusual experience: Arky finds himself returning daily to watch others with Abramović. As the performance unfolds over the course of 75 days, so too does Arky. As he bonds with other people drawn to the exhibit, he slowly starts to understand what might be missing in his life and what he must do. This is a book about art, but it is also about success and failure, illness and happiness. It’s about what it means to find connection in a modern world. And most of all, it is about love, with its limitations and its transcendence
The Museum of Modern Love -
Heather Rose
Edições (1)
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This is where I watch artists stumble, as they oscillate between force and submission. You would be amazed how rare it is for artists to feel moments of true satisfaction. When theyre inside their craft, inside colour or movement or sound, words or clay or pictures or dance, when they submit to the art, that is when they know two things -the void that is life and the pull that is death. The grand and the hollow. The best reflects that. To be such harbingers of truth is not without its cost. Its no easy task to balance a sense of irrelevance with the longing for glory, the abyss with the applause. Artists run their fingers over the fabric of eternity. Encontrei esse livro no reels do Instagram, onde uma pessoa o recomendava, dizendo que deveriam ler sem saber absolutamente nada. Fiz isso, e gostaria muito de ter salvado aquele vídeo para agradecer. Eu adorei esse livro. Adorei a forma com que ele foi escrita, os seus personagens, a ambientação e todo o girar da história. Acompanhamos, basicamente, quatro pessoas, Arky, Jane, Brittika e Healayas, e suas experiências com a performance The Artist is Present, de Marina AbramoviÄ. É isso. E é maravilhoso. Não conhecia o trabalho da artista, e acho que esse foi um dos pontos que fez essa história ficar ainda mais interessante para mim; eu estava descobrindo ela junto com os personagens. Eu conheci ela durante a leitura, e era como se eu fosse um dos personagens, mudando em volta dessa performance. O livro te prende nessas mudanças, nessa jornada de ser tocado pela arte, e faz isso muito bem. Eu adorei que todo o livro é voltado para a arte, para a arte como nos toca, e a razão para ela existir. Todos os protagonistas são relacionados com a arte, seja diretamente, como o Arky, que é um compositor, ou indiretamente, como a Brittika, que estuda a vida da Marina AbramoviÄ. Apesar de eu não me considerar uma pessoa necessariamente artística, eu gostei muito da forma que a autora escreveu sobre o tema, da forma como era perceptível na escrita a importância das artes para ela. E, mesmo assim, o livro não é só isso! Não é apenas uma grande divagação sobre arte e sua relação com a vida. É um livro com personagens, tão bem desenvolvidos que parecem reais e vivos. Eu nunca pensei que eu iria me relacionar com um músico frustrado de cinquenta anos, mas a autora conseguiu! Em especial o Arky e a Jane, são personagens tão bem desenvolvidos, com camadas, e a forma que eles lidam com a vida é tão diferente e realista. É muito interessante o contraste, onde a Jane perdeu o seu marido, Karl, e continua viva, vendo arte e seguindo em frente, enquanto Arky nem sequer perdeu a Lydia ainda, mas vive em luto pela vida que ele poderia ter tido. Achei muito importante a autora ter explicitamente comentado que eles não teriam um relacionamento romântico, porque determinou a atmosfera do livro, onde ele queria chegar, e deixou a história ainda mais bonita. Obviamente, o Arky é o protagonista da trama, mas os personagens a sua volta são tão desenvolvidos e trabalhados quanto ele. Eu me vi demais na Brittika -apesar de que eu nunca ficaria sem roupa na frente de tantas pessoas!-, na forma que ela se cobra e espera pelo futuro, achando que lá ela será melhor. A Healayas foi uma personagem muito intrigante para mim, totalmente diferente do que eu já tinha lido, e a amizade dela com o Arky foi uma graça. Entendo o lado de Alice e Lydia, e, apesar de ser muito apegada ao Arky, não consigo julgá-las pela forma que elas lidaram com a situação da Lydia. Gostaria de ter conhecido mais do Karl, mas não digo o mesmo do Tom. Mesmo sendo apenas personagens, linhas em uma folha de papel, eles pareciam tão reais, tão interessantes, que, em alguns momentos, foi difícil para mim reconhecer que isso é uma obra de ficção. E toda a premissa é muito interessante! Como todos esses personagens se envolvem com a Marina AbramoviÄ, como tudo roda em volta dessa performance específica, foi uma abordagem de história que eu nunca tinha visto antes. Todo o ambiente nova-iorquino é lindo, imersivo, e te coloca exatamente na mentalidade que você deve estar. Creio que isso tenha muito a ver com a escrita. Que escrita, meus amigos! Essa mulher escreve maravilhosamente. Tenho frases e mais frases marcadas dessa história, cada um mais tocante e precisa que a outra, e acho que essa ideia só é tão grande porque a autora soube ser grande. Soube fazer coisas simples se tornarem grandiosas, e ela é tão artista quanto os seus personagens. Segue mais uma passagem, que eu simplesmente adorei: What sort of brainwashing, he had wondered, had created a world in which people worked fifty or sixty hours a week, every week, no matter how beautiful the day outside, no matter what thoughts they were having? Where would the paintings come from? The novels and sculptures? The music? E é muito interessante que a narradora parece uma entidade maior, que vê os artistas crescendo, que é ligada a arte e é o que faz ela existir até os dias atuais. A cena da Marina AbramoviÄ pequena, esperando a vó, com o copo dágua? Eu me senti um terceiro elemento ali, acompanhando aquele momento junto com a própria arte. A narradora é uma personagem nessa história também, e que personagem! Acho que não dei 5 estrelas para essa história porque, em alguns momentos, a escrita não foi completamente fluída, e isso atrapalhou um pouquinho a minha leitura. Talvez se eu tivesse o livro físico, ou uma versão em português, eu não teria esse problema, não sei dizer. Além disso, as coisas demoram para acontecer, o que não foi um grande problema para mim, mas quando se está em meio de uma maratona literária, é gostoso essa sensação de que você está evoluindo na história, o que demorou para acontecer aqui. Independente disso, eu adorei essa história. Essa é uma das leituras que me lembra porque eu gosto de ler, porque ler é uma dádiva, e que nem tudo são romances levinhos ou fantasias bem trabalhadas. É um livro que me lembra de Folklore, da Taylor Swift, e eu, simplesmente, amei.
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