Apesar do muito que se pode dizer da solidão, cada qual a seu tempo concluirá sua experiencia, e nela internalizará as impressões de um certo individualismo. Levado por essa exótica situação, a enfrentar o espelho da consciência que insiste em refletir as mazelas inconscientes ou a incompetência para a felicidade, o homem é forçado a conviver em sua própria presença que se cristaliza diante de si, devido a impossibilidade de se desporsanalizar na massa ausente. Um caminho sem volta, a solidão é a experiência limite do ser. Todo o irrequieto amálgama que representa suas experiências pessoais, se decanta no exercício da solidão O homem vê então, do que é feito; de que ilusões, de que fantasias, mentiras ou verdades, são feitos os ligamentos de seu eu, que se rompe frequentemente colidindo com o nada E aturdido ele descobre que grande parte do que é, o é tão somente, em relação aos outros. Diante pois, da presença de si mesmo, o homem se vê reduzido a apenas um dos muitos que foi diante dos outros. A desnecessidade de máscaras sociais, que caem uma após outra, expõe-no cruamente. Mas se depois disso, conseguir sobreviver e somar as cicatrizes de cada momento, por conta da solidão, será robusta sua presença diante dos outros homens.
O Solista -
Marcos Henrique Camargo
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1987
261 páginas
8h 42m
ISBN-13: 1000210589301
Português Brasileiro
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