As Coisas que Aprendi Depois que Eu Morri -

    Victoria Aldrin

    Killa
    2018
    188 páginas
    6h 16m
    ISBN-13: 9788553003020
    Português Brasileiro

     Pense na sua vida. Pense em quem você é. Pense em todos aqueles que você conhece e ama. Pense no que você já viveu e ainda quer viver, e em todos os bons momentos. Pense sobre tudo isso. E agora… destrua. A Terceira Guerra Mundial extinguiu o mundo que conhecemos atualmente. Não há mais governos, dinheiro, eletricidade ou cidades como as conhecíamos. A humanidade foi praticamente dizimada e, em meio a bombas nucleares e armas biológicas, a Nova Era se instalou e substituiu, sem volta, nossa realidade. Perdidos e separados pelos eventos catastróficos, Mariana e Bernardo costumavam viver uma vida normal antes do apocalipse. Eram jovens que viviam na maior região metropolitana do Brasil, São Paulo, e nunca imaginariam que suas vidas seriam viradas de cabeça para baixo tão rapidamente. No começo da Guerra, Mariana e sua família vão para o interior, enquanto Bernardo permanece com sua família na capital. Entretanto, o Brasil é desolado e exterminado por pequenos bombardeios e armas biológicas, enquanto o mundo perde o último fio de compaixão e as nações se destroem completamente. Agora, após a Guerra, Mariana precisa voltar para Bernardo, precisa voltar para a capital, mesmo que não haja mais capital alguma. Por outro lado, Bernardo descobre-se infectado pela arma biológica e é levado para longe do ponto de encontro. Os dois precisam se reencontrar. Precisam resgatar o mínimo de sanidade possível. Precisam ter algum resquício do que era a vida antes de tudo. Afinal de contas, depois de tantas perdas, os dois só podem confiar que, um dia, irão se reencontrar no ponto marcado – a antiga escola de Mariana. Acompanhados do leitor, os dois buscam ensinar tudo o que aprenderam com a Guerra e tudo o que aprenderam depois que tudo morreu. Toda a sua vida precisa ser revista. Você aproveitou tudo mesmo? Quem você realmente é? Tem certeza de suas respostas? Pense na sua vida. E pense novamente. E de novo. E agora destrua. Seja bem-vindo à Nova Era.

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    Thais Dreveck26/04/2019Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    [ #RESENHADASONHADORA ]

    Exaustivo, cansativo, desconexo e confuso. Essas são as palavras para definir este livro. Antes de tudo, preciso avisar, essa é uma resenha extremamente crítica e sincera. Li o livro em uma leitura coletiva e só o terminei por que estava lendo com mais pessoas mesmo. "As coisas que aprendi depois que eu morri" é uma distopia romântica que se passa no Brasil - em São Paulo especificamente - depois da Terceira Guerra Mundial. O erro do livro começa aí, a história é muito mal contextualizada nesse quesito por a autora apenas dizer que "um pais começou a brigar com outro e outros países se juntaram". Senti uma falta de contextualização enorme. Temos como protagonistas Mariana e Bernardo, dois namorados que foram separados pela guerra e prometeram se encontrar em uma escola no Morumbi, onde Mariana estudava. Desde o início os capítulos da Mariana são muito confusos e perdidos, salvos apenas pelos do Bernardo que traziam certa historicidade para a história. Mariana tem 18 anos, mas age como uma criança de 12, com pensamentos conturbados e depressivos explicados por exploração sexual e abuso, temas que são tratados de forma superficial e sem sensibilidade. É como se a autora quisesse forçar um trauma psicológico na personagem para justificar as suas atitudes, mas não consegue fazê-lo de forma clara. No caminho da comunidade onde era explorada até a escola onde Bernardo diz que estaria, ela faz um percurso que parece eterno de São Bernardo (seria São Bernardo dos Campos? A autora não explica) até o Morumbi. Não há ambientação ou guia sobre sua rota, ruas, ou que caminho ela está tomando, Mariana apenas aparece em alguns lugares específicos e aleatórios sem mostrar como chegou lá. Nesse meio tempo, Mariana está surtando com seu amigo imaginário - personagem do leitor incluso no livro, sim, nós somos a pessoa com quem os dois protagonistas conversam e que interagem. Ela vai de uma coisa que a guerra lhe ensinou, falando sobre amar a si mesma, e no momento seguinte ela está tentando se matar, surtando, ou fazendo algo nada a ver. A falta de coesão no livro me assustou, ele só começa a se encaixar perto dos 80% do livro, os dois últimos capítulos sendo o que fazem as coisas fazerem um pouco de sentido. Ele até tem uma premissa legal, uma mistura de "A Lenda" com um livro de auto ajuda, mas é afogado pela estrutura e escrita. Infelizmente pra mim a leitura não foi boa. Mas não quer dizer que você, que não leu ainda, não pode gostar. Mas não indico a leitura.

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