A salamandra - The Salamander

    Morris West

    Círculo do Livro
    1973
    406 páginas
    13h 32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    A luz da Itália é muito clara e permite ler o que está escrito de través nos palimpsestos. Quem pode ter algum sentimento de permanência quando vai todos os dias para o trabalho pisando sobre imperadores mortos? Com conceitos assim, o grande escritor que é Morris West se debruça sobre a cena contemporânea italiana para apresentar uma trama estremamente rica de fatos e de pessoas em torno de uma conspiração para restaurar um regime facista na recém-conquistada democracia da península. A parte objetiva faria a qualquer romancista pela sua movimentação, pelas qualidades de suspense e mistério que impregnam os momentos sucessivos da história e pelo seu interesse intrínseco de coisa quase vista e de acontecimentos inteiramente situados na raia no possível. Mas todos que conhecem e admiram Morris West na sua extensa e magnífica obra sabem que ele não se contenta com isso. Empenha-se principalmente em conhecer os cordéis que fazem moerem-se os fantoches humanos, em esquadrinhar as raízes psicológicas de seus atos, a sutileza complexa de suas motivações e de seus desígnios. E é assim que nos passam diante dos olhos, em ondas, atropeladas de emoção e de interesse, agentes secretos, políticos, espiões, militares, peripécias e imprevistos, heroísmo e covardias, num conjunto estonteante de pessoas, de situações, de golpes e contragolpes, de baixeza e grandeza, de amor e de política, de ambição e de patriotismo, que faz deste livro, desenrolado no setor equívoco da política, um dos mais bem realizados e empolgantes saídos da pena do grande e admirado escritor

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    Mateus Celistrino23/06/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Não há dor maior

    Matucci quis provar que a morte de Pantaleone tinha sido um crime. Passou por muita coisa, mas no final conseguiu evitar o golpe de estado planejado. Resultado, se tornou o novo diretor do SID, mas perdeu todos os amigos e a mulher que amava. Por isso: "Não há dor maior Do que lembrar os tempos felizes Na desgraça; e o teu Mestre sabe disso." Dante Alighieri

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