"Há um fetiche contemporâneo com a distopia apocalíptica e com a destruição de tudo e de todos"
Um anuário com grandes ambições. E com textos excelentes discutindo nossas questões culturais, políticas e religiosas. Locais e globais. Marquei muita coisa nesse livro.
Seus textos são e propõem discussões sobre as crises de nosso século, são leituras para as quais precisamos estar preparados porque o apocalipse é um agudo incômodo.
Entre textos que gostei de ler: o poema Daqui, Eu Não Preciso de Nada; Rostos em um Rosto - Uma viagem à Palestina e o Desaparecmimento da Memória; Costuras (por Isabela Figueiredo - amei a escrita); o conto A Fome É Uma Coisa Molhada de Daniel Pelizzari - aquele terror utópico que ao mesmo tempo que causa repulsa, atrai; Grafite Sobre Um Fundo Muito Branco - Serena Williams e a verdadeira raiva numa quadra de tênis (não suporto tênis, acho tão chato quanto Fórmula 1, portanto jamais havia imaginado as injustiças e perseguições , todo o racismo que a atleta sofreu em sua carreira de tenista.);
E gostei também das fotografias Ricardo & Vânia que mostram a transformação de Ricardo e Wagner. Ricardo foi mais conhecido pelo nome de Fofão da Augusta, figura marcante que teve a cidade de São de Paulo.
Ainda há mais textos tratando questões de raça, indígenas, sexuais e políticas.
Recomendo, pode ler sem medo.