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    Chá e amor -

    Yasunari Kawabata

    Nova Vega
    2017
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9789897500572
    Português
    3.5
    2 avaliações
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    Chá e Amor, romance escrito um tempo antes (breve e longo) da atribuição a Kawabata do Prémio Nobel da Literatura, oferece-nos, em apenas cinco capítulos, uma história de amor cerzida com os pontos cruciais da psi-cologia (nomeadamente a feminina), a estética do belo e do feio, o passado e o presente, traumas e desafio a esses traumas, o encontro e o desencontro, a glória de um dia e a solidão qual um beco (talvez...) sem saída. Traduzida a partir da versão inglesa de Edward G. Seidensticker (o tradutor de maior nomeada de obras japonesas), esta é uma daquelas obras que podem ombrear com os mais célebres romances que são os altos pontos de referência de todas as literaturas que os séculos nos proporcionaram — e que contribuem, sem dúvida nenhuma, para o conhecimento do ser humano. Em Portugal, o livro foi traduzido com os títulos "Mil Grous" (pela editora Dom Quixote) e "Chá e Amor" (pela editora Nova Vega).

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    Yasunari Kawabata

    Prêmio Nobel de 1968, Yasunari Kawabata é considerado um dos representantes máximos da literatura japonesa do século XX. Nascido em Osaka em 1899, interessou-se por livros ainda adolescente, principalmente clássicos do Japão, que viriam a ser uma de suas grandes inspirações. Kawabata estudou literatura na Universidade Imperial de Tóquio e foi um dos fundadores da Bungei Jidai, revista literária influenciada pelo movimento modernista ocidental, em particular o surrealismo francês. Acompanhado de jovens escritores, defenderia mais tarde os ideais dacorrente neo-sensorialista (shinkankakuha), que visava uma revolução nas letras japonesas e uma nova estética literária, deixando de lado o realismo em voga no Japão em prol de uma escrita lírica, impressionista, atravessada por imagens nada convencionais. Ao contrastar o ritmo harmônico da natureza e o turbilhão da avalanche sensorial, Kawabata forjou insólitas associações e metáforas táteis, visuais e auditivas que surpreendem por revelar os processos de fragilização do ser humano diante do cotidiano, numa composição surrealista de elementos da cultura e filosofia orientais, personagens acuados e cenários inóspitos. Sua obsessão pelo mundo feminino, sexualidade humana e o tema da morte (presente em sua vida desde cedo, sob a forma da perda sucessiva de todos seus familiares) renderam-lhe antológicas descrições de encontros sensuais, com toques de fantasia, rememoração, inefabilidade do desejo e tragédia pessoal. Desgastado por excesso de compromissos, doente e deprimido, Kawabata suicidou-se em 1972.

    38 Livros
    234 Seguidores
    Kinki, Japão

    Yasunari Kawabata