Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições3
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas14
    • Leitores441
    • Similares2
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A Forma da Água (Comissário Montalbano #1) - Coleção Negra Especial

    Andrea Camilleri

    Record
    1999
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-10: 8501056189
    Português Brasileiro
    3.8
    193 avaliações
    Leram298Lendo5Querem134Relendo0Abandonos4Resenhas14
    Favoritos0Desejados134Avaliaram193

    A Forma Da Água é o primeiro de uma série de romances protagonizados por esse detetive siciliano que já se encontra ao lado de grandes protagonistas da ficção policial como Maigret ou Marlowe. A obra inaugura a nova fase da Coleção negra - dedicada aos clássicos da literatura policial: a série Especial noir europeu. A história se passa na pequena cidade natal de Montalbano (o nome do comissário é uma homenagem ao incomparável escritor Manoel Vásquez Montalbán. o maior nome do noir espanhol. a quem Camilleri é sempre comparado) Vigáta. na Sicília. onde um grande terreno na periferia da cidade foi transformado num paraíso para drogados e prostitutas desde que o ministro do interior transferiu para o lugarejo um enorme contingente militar.

    Edições (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (14)Ver mais
    Arsenio Meira picture
    Arsenio Meira30/06/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    ÁGUA LÍMPIDA

    "A FORMA DA ÁGUA', do italiano Andrea Camilleri, correspondeu ao meu extenuado coração de leitor apaixonado por ficção policial. Antes, uma rápida nota sobre o autor: Andrea Camilleri aposentou-se como dramaturgo e roteirista de TV para escrever romances policiais. Graças a Deus. Neste "A Forma da Água", a cada parágrafo, Camilleri desmente quem concebe a ficção policial como uma porção de clichês alinhavados um atrás do outro só para garantir suspense ou o esclarecimento de um mistério. Para dar uma ideia mais clara do quanto ele supera as certezas do gênero, não há crime algum a esclarecer ao longo desse romance curto, de leitura rápida e fluida. Quando o assassinato acontece, já no finalzinho, o comissário Montalbano já sabe quem o cometeu, com qual arma e até mesmo o motivo. A história começa quando o corpo de um construtor e engenheiro poderoso, dono de deputados e senadores democrata-cristãos, aparece numa espécie de prostíbulo a céu aberto dentro do seu carro de luxo com as calçar arriadas. O sujeito morreu de ataque cardíaco, nenhuma dúvida quanto a isso. Mesmo assim, Montalbano sente o cheiro de podre e decide que precisa compreender o que aconteceu. Não faltam humor e sarcasmo na trama de Camilleri. O protagonista é cheio de defeitos e contraditório como qualquer humano, não apenas um cavaleiro do bem lutando contra o mal. A literatura policial, neste caso, serviu como um instrumento para desvendar a complexidade da Sicília, não apenas os crimes cometidos pela máfia. Também não há a pretensão de enveredar por reflexões filosóficas sobre as sombras da alma ou os extremos da humanidade. Nada disso. É na simplicidade que a prosa desse italiano é universal. Para quem vive no Brasil, aliás, parece ser mais do que universal. Soa quase como o texto de um vizinho com quem temos razoável intimidade. É fácil para os leitores latino-americanos de Camilleri identificarem-se com a Sicília de empreiteiros corruptos que acumulam poder e dinheiro por meio de ótimos contratos de obras públicas, dos políticos conservadores atolados até o pescoço no crime posando de defensores da moral e família, da banalidade das mortes violentas. Os demais europeus podem espantar-se ao conhecer a Sicília por meio das aventuras de Montalbano. Os brasileiros, não. Para nós, o mais difícil é aceitar a verossimilhança de um político honesto, culto e competente. A edição da excelente coleção negra da Record tem mais de uma década. Pelo que observei na edição de "O cão de terracota" (outro título do autor) a editora bateu cabeça: a tradução não encontrou uma maneira de resolver como manter o tempero dado pelo uso do dialeto siciliano por alguns personagens. No primeiro livro que li do Camilleri (O Cão de Terracota), o tradutor optou por usar os regionalismos dos caipiras brasileiros no lugar da fala do povo da ilha. Em "A forma da água", o dialeto foi substituído por algo que, em português, aparenta ser neologismo. Vou dar um exemplo: “também” virou “tomém”. Esquisito. Em italiano, “também” é “anche”. Nem imagino como seja na Sicília.

    27 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 193
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas2%