Dossiê Fidel Castro -

    Rodolfo Lorenzato

    Universo dos Livros
    2009
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-14: 9788599187968_
    Português Brasileiro

    Vida, aventuras e desventuras do último grande revolucionário da história. Este livro elucida o mistério por trás dessas várias facetas de Fidel Castro, mostrando por que ele, suas ações e sua vida continuarão a ser relatados por muitos anos, seja com admiração, com crítica, ou até com desprezo. Seu conteúdo retrata a infância do filho ilegítimo de um fazendeiro, a juventude como estudante de Direito, os anos, ora aventurosos, ora aborrecidos e cheios de perigo de morte, da guerrilha e da revolução, as relações com companheiros e adversários, e veja por que classificar Fidel Castro vai muito além das palavras caudilho, ditador ou revolucionário.

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    Doney Corteletti Stinguel23/12/2013Resenhou um livro
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    Lista de Livros: Dossiê Fidel Castro: vida, aventuras e desventuras do último grande revolucionário da história, de Rodolfo Lorenzato

    “No fracassado assalto ao quartel Moncada, apenas seis aliados de Fidel perderam a vida nos combates e cerca de outros 60 foram assassinados posteriormente. Esse provavelmente seria o destino do comandante, caso não conhecesse o tenente Sarriá, responsável por sua captura e por lhe salvar a vida. Não fosse o tenente, Fidel teria morrido em 1953 e a História e o mundo seriam completamente diferentes. Preso, porém vivo, Fidel passou a ser conhecido e a representar uma ameaça real a Batista. Todos queriam sabem quem era o responsável por aquela ação tão arriscada. Castro foi a julgamento e coube a ele próprio elaborar sua defesa, que culminou em um discurso histórico, de mais de 5 horas, em que fundamentou os ideais que viriam a ser sua bandeira no futuro e encerrou sua defesa com a célebre frase: “Condenai-me, não importa, a História me absolverá!”. Quando compareceu pela primeira vez ao tribunal, em 21 de setembro de 1953 (Causa 37), o procurador quis saber de Fidel quem era o autor intelectual do ataque ao quartel de Moncada. A resposta, enfatizando que ninguém tinha de se preocupar, era que o único autor do ataque ao Moncada era José Marti (herói da independência cubana). Com declarações contundentes e convincentes argumentos, Fidel passou de acusado a acusador. Em nenhum momento se preocupou em declarar-se inocente, ao contrário, aproveitou a repercussão nacional do julgamento e a presença massiva da imprensa para invocar o princípio da legitimidade de insurgir-se contra um regime ilegal. De forma brilhante, conseguiu com sua defesa transformar o fracasso da ação militar em uma vitória política retumbante.”

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