A Praia -

    Peter Asmussen

    Tinta da China
    2018
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-13: 9789896714499
    Português

    Depois de Tom Stoppard e Martin Crimp o teatro de Peter Asmussen, dramaturgo dinamarquês cujo trabalho passa pelos palcos de toda a Europa e que se destacou como co-argumentista do cineasta Lars Von Trier. Num hotel deserto, dois casais encontram-se pela primeira vez, e este encontro levará a que se confrontem com as suas vidas frívolas, e solitárias. Mas a verdade é que a partir de então regressam àquele hotel ano após ano, como se não houvesse remédio senão regressar a este estranho convívio e à liberdade que aquele mundo isolado propicia. A Praia é uma peça de intimidade, simultaneamente áspera e emotiva, que fala sobre o lado obscuro do amor através de quatro personagens que vão sucumbindo às feridas do passado. «Vou-lhe dizer que pardieiro é este onde veio parar. Aqui não se faz a ponta de um corno. Não há música nem sítios aonde ir. Se quiser momentos de diversão, tem de os criar você mesmo. Há a praia, onde encontrará âmbar que depois pode levar para casa. Temos a casa cheia de âmbar. Pedacinhos de âmbar por todo o lado. Raramente se encontra um pedaço de bom tamanho. Da última vez, o Jan encontrou um fragmento maior, mas ainda não o levei ao ourives. O gerente toma conta do hotel sozinho, e a comida e o serviço não são nada de especial. A única coisa boa deste sítio é que não há crianças. As crianças haviam de morrer de tédio se passassem cá as férias. Os poucos hóspedes que aqui aparecem são sempre esquisitos e preferem manter-se isolados. Quer mais café?»

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    Priscila Mendes28/09/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Leitura para 1 dia

    Peça de teatro do dinamarquês Peter Asmussen, daquelas leituras para se ler em 1 dia. 2 casais se conhecem num hotel de praia e passam a se encontrar nos anos seguintes na mesma época, no mesmo hotel. Se encontram como terapia, para enfrentar o tédio que às vezes ocorre, sobre o medo de existir, para fugirem de si, mas sem um relacionamento aprofundado uns com os outros. Diálogos interessantes, questionadores e irônicos. Dramaturgia nórdica, sem envolvimentos ou sentimentalismos, muito bom para aliviar nosso sangue "dramático latino" rs "Tenho um monte de fotografias. Se não fosse isso, não me lembrava de nada do que fazemos. Não é estranho? Vemos uma fotografia que não nos diz nada e, de repente, lembramo-nos de imensas coisas. De pormenores completamente parvos. O que dissemos. Quem estava sentado ao lado de quem. O que comemos."

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