Open Source (1 #1) -

    Alice Vieira

    Penalux
    2018
    66 páginas
    2h 12m
    ISBN-13: 9788558334129
    Português Brasileiro

    Os poetas sem história não precisam perguntar nada – “eles já sabem de tudo desde que nasceram” – e deve ser por isso que não dão a mínima para a experiência, e suas perguntas são desafios. Me disse a Alice Vieira: “Eu tenho 150 anos”. Faz todo o sentido. Às vezes parece de verdade que ela se perdeu no milênio errado. Mas pode ser também, porque, como poeta, a menina já nasceu pronta. Do contrário, não pediria “um horizonte tributável”. [...] Abra "Open Source" e verifique por si mesmo, nos versos de enfant terrible [...] Terrível e refinada. As imagens, os sons, as referências, as quebras, tudo tão bem elaborado que colocam em dúvida os 24 anos da poeta. Deve ser porque venceu o principal desafio: encontrar sua própria língua. Uma língua capaz de ressignificar com referências muito eruditas o meme da internet. Ela nos enreda e nos embaraça. Incomoda, tanto quanto aquela nódoa de lama no brim muito branco. Sua poesia não é orvalho, é oroboro, de fazer o leitor satisfeito de se entregar ao desespero. A satisfação do desespero ao se descobrir uma serpente que só ama a própria raba. [Por Paula Vaz de Almeida]

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