A Menina e o General -

    Átila José Borges

    Edição do Autor
    2007
    227 páginas
    7h 34m
    ISBN-13: 9788590437284
    Português Brasileiro

    Neste livro, o autor narra sobre O Cerco da Lapa (revolução Federalista) e a Guerra do Contestado, marcos da história paranaense que servem de pano de fundo para relatar a vida de Maria Rosa, uma menina de 15 anos criada no sertão catarinense que comanda 8 mil homens e vence o Exército para defender a sua terra. Um romance repleto de fatos históricos importantes do Paraná e que ainda traz uma heroína pouco conhecida. A idéia para escrever sobre Maria Rosa surgiu após a repercussão de seu outro livro, Peludos x Pelados - A Guerra do Contestado, no qual Maria Rosa foi abordada rapidamente. “Muitas pessoas comentaram e queriam saber mais sobre ela. Por isso, decidi fazer um livro sobre Maria Rosa, uma menina criada no sertão catarinense, analfabeta, isolada do mundo, e que de repente estava em cima de um cavalo, com um facão em uma mão”, comenta Borges. Para o autor, Maria Rosa pode ser considerada uma versão tupiniquim de Joana D’Arc. “Maria Rosa foi a mulher com a personalidade mais marcante da história do nosso País”, avalia. História O pai de Maria Rosa, ainda solteiro, luta no Cerco da Lapa (1893) ao lado do Coronel Carneiro, que acaba sendo alvejado (promovido a General antes de sua morte). Ele então foge para o interior de Santa Catarina, onde forma sua família e onde nasce a sua filha Maria Rosa. Diante de conflitos causados por opressão de construtores da ferrovia entre Rio Grande do Sul e São Paulo, eclodiu um movimento social grande. Os caboclos da região se juntam ao monge José Maria para lutar por suas terras durante uma onda de expulsão e morte da população local. O movimento vai ganhando força até que João Gualberto tenta coibir o monge e seus seguidores. Ele e o monge José Maria são mortos. Neste panorama da Guerra do Contestado (1912), entende-se que Maria Rosa, com então 15 anos, seria a substituta para liderar o grupo. O Exército vai de encontro dos caboclos, mas estes, liderados por Maria Rosa, vencem o conflito. O estilo historiográfico do romance mostra a importância do Cerco da Lapa e a Guerra do Contestado, os militares e as pessoas humildes que lutavam pela sobrevivência. Ele mostra as causas que conduziram o povo à rebelião. Os personagens são descritos com detalhes. A linguagem, o pensamento, os usos e costumes, as crendices do cotidiano sertanejo são retratados no romance. Os fatos destes marcos históricos, através de pesquisa realizada por Átila, permitem ao leitor não só ler sobre estas guerras cheio des descrições, mas vivencia-las através da jornada realizada de Eliasinho da Serra, Quinzinho, do polaco Antonio Aracheski e seu cão Fuminho, que a princípio se alistam no exército do Coronel Antonio Ernesto Gomes Carneiro para defender a Lapa dos federalistas de Guimercindo Saraiva, revoltosos chamados de maragatos. Escrito de forma dinâmica, recheada de detalhes dos eventos, o romance nos transporta ao passado, fazendo com que fiquemos apreensivos, felizes e sintamos tristeza, como quando da morte do câozinho do polaco, Fuminho, é morto pelos maragatos. Um livro de uma linguagem simples, sem firulas, que nos prende a cada página. Borges fez uma grande pesquisa e esteve na região da Guerra do Contestado para escrever o livro. A publicação traz ainda fotos e ilustrações sobre as passagens descritas

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