Memory's turn (Critical Human Rights) - Reckoning with Dictatorship in Brazil

    Rebecca J. Atencio

    University of Wisconsin Press
    2014
    170 páginas
    5h 40m
    ISBN-13: 9780299297244

    After twenty-one years of military dictatorship, Brazil returned to democratic rule in 1985. Yet over the following two decades, the country largely ignored human rights crimes committed by state security agents, crimes that included the torture, murder, and disappearance of those who opposed the authoritarian regime. In clear and engaging prose, Rebecca J. Atencio tells the story of the slow turn to memory in Brazil, a turn that has taken place in both politics and in cultural production. She shows how testimonial literature, telenovelas, literary novels, theatrical plays, and memorials have interacted with policies adopted by the Brazilian state, often in unexpected ways. Under the right circumstances, official and cultural forms of reckoning combine in Brazil to produce what Atencio calls cycles of cultural memory. Novel meanings of the past are forged, and new cultural works are inspired, thus creating the possibility for further turns in the cycle. The first book to analyze Brazil’s reckoning with dictatorship through both institutional and cultural means, Memory’s Turn is a rich, informative exploration of the interplay between these different modes of memory reconstruction.

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    Berttoni Licarião26/11/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Em 2015, a ponte do Lago Sul em Brasília que se chamava Costa e Silva (o ditador que baixou o AI-5) foi rebatizada “Honestino Guimarães”, líder estudantil assassinado pela ditadura em 1973. Nesta terça, após pedido encabeçado pela deputada Bia Kicis/PRP, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF decidiu que a ponte voltará a ter o nome do militar que institucionalizou a prática da tortura. Pela família, pela pátria e pela moral, claro. . O estudo de Rebecca Atencio busca compreender quais mecanismos institucionais e/ou culturais permitem que tenhamos hoje uma sociedade dividida entre aqueles que desejam o nome de ditadores em pontes (ou negacionistas da ditadura) e aqueles que precisam gritar #elenão e #torturanuncamais. A pesquisadora expõe que as principais medidas promovidas pelo governo brasileiro privilegiaram, intencional ou inadvertidamente, uma espécie de “reconciliação pelo esquecimento institucionalizado”. A lei da anistia (1979), a lei dos desaparecidos (1995) e o relatório Direito à Memória e à Verdade (2005) são exemplos de práticas que transformaram e mantiveram crimes contra a humanidade reduzidos a questões privadas a serem resolvidas entre o Estado e as famílias vítimas, nunca coletivamente. Não há, em nenhuma dessas medidas institucionais, a busca por justiça—termo ausente dos documentos e muitas vezes negativado como revanchismo em discussões. . Atencio observa, ainda, de que maneira produtos culturais — especificamente os relatos O que é isso companheiro?, Os carbonários e Em câmara lenta, a minissérie “Anos Rebeldes”, a peça de teatro “Lembrar é resistir”(encenada no prédio que serviu ao DOPS/SP), o romance “Prova contrária” e sua adaptação fílmica “Hoje” (2012) — interagiram com aqueles dispositivos institucionais, ora provocando o engajamento político da sociedade, ora contribuindo para o apagamento da responsabilidade dos autores de crimes contra os direitos humanos, ditos imprescritíveis. . Um estudo sem volteios teóricos e bastante elucidativo disponível também em formato e-book.

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