Despontando como um dos grandes talentos de sua geração, Juliano Fagundes, auxiliado pelo amigo espiritual Aires, cria em O símbolo da felicidade uma narrativa envolvente, permeada de ensinamentos que levam o leitor a refletir sobre os verdadeiros valores da vida. Conheça a história de Helena, uma jovem bela e temperamental, empresária de sucesso, que, aos olhos de Marília, mãe da moça, leva uma vida intensa e pontuada de excessos. Preocupada, a senhora roga à espiritualidade que auxilie a filha a fazer boas escolhas. Neste romance, você descobrirá a real necessidade de adquirir bons hábitos e manter os pensamentos elevados para a conquista de uma vida equilibrada.
O Símbolo da Felicidade -
Juliano Fagundes, pelo espírito Aires
Edições (1)
Ver maisSuperando as dificuldades da vida
Marília e Helena são mãe e filha que acabaram se unindo ainda mais após o falecimento de Marcos. Juntas, a garota teve que crescer "mais depressa" para auxiliar a mãe na loja em que possuem no shopping e não tardou a acabar assumindo a linha de frente dela, trabalhando diretamente com as vendedoras enquanto sua mãe segue com a parte burocrática. Elas dividem um apartamento e tem uma vida relativamente pacata e segura, fora o fato de Helena ser um tanto quanto impulsiva e sair demais a noite para beber e relacionar-se com pessoas que talvez nuca mas volte a ver. Aliás, em determinado momento o autor diz que "Helena ainda não se decidiu se gosta de homens ou mulheres" dando a ideia errada de que a sexualidade é uma opção de escolha e não algo mais íntimo, profundo e imutável. Seria sim interessante se ela fosse bissexual, mas não é a impressão que a trama passa, já que Helena aparece apenas flertando com homens o tempo todo e o seu afeto por mulheres parece somente o companheirismo normal de mulheres heterossexuais mesmo. Em determinado momento um ex-romance da moça volta, um caso complicado de um rapaz que só a procura quando quer sair para beber e fazer sexo sem compromisso. Isso deixa Marília preocupada, já que essa vida desregrada não é o que a mãe esperou para a filha, embora pontue que aceitaria se a filha fosse mãe solteira e amaria o neto e ela da mesma forma. No entanto, esse rapaz parece levá-la para mais noitadas e separá-la cada vez mais do convívio do lar. Apenas quando Marília, que inicialmente é descrita como alguém que vai frequentemente ao centro espírita, mas somente um momento vai de fato no livro, fica doente parece que a filha acorda para a vida e decide repensar seu passos e terminar com o rapaz. Aliás, há uma parte aqui que me incomodou muito pois a personagem diz que vai mandar uma mensagem para o rapaz, a tal mensagem aparece com "estou escrevendo para" e depois ela pergunta a ele se ele "ouviu" a mensagem e isso não faz sentido! A impressão que deu é que careceu de revisão, inclusive em um momento onde ela começa a fazer café para a mãe enferma e simplesmente vai dormir sem terminar nada. A propósito, no texto de abre o autor diz que Aires, o espírito que lhe ajudou, não ditou o livro (como é mencionado na capa), mas que ele o "inspirou" uma trama que ele mesmo escreveu por si. Creio que até mesmo a capa, embora lindíssima, carecia de uma correção no rodapé, pois da a ideia errônea de que foi ditado e não inspirado.
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